🔥 Confira os Produtos Mais Vendidos desta Quinta-feira (10) no Mercado Livre 🛍️ Ver Ofertas no Mercado Livre
🔥 Confira os Produtos Mais Vendidos desta Quinta-feira (10) na Shopee
🧡 Ver Ofertas na ShopeeOs novos dirigentes da Síria prometeram na quinta-feira instaurar um “Estado de direito” após anos de abusos sob o governo de Bashar Al Assad, que foi derrubado em uma ofensiva relâmpago liderada por islamistas.
Após uma operação de 11 dias, uma coalizão de movimentos rebeldes dominada pelo grupo sunita radical Hayat Tahrir al Sham (HTS) derrubou Al Assad no domingo, que fugiu para a Rússia.
A comunidade internacional está preocupada com o tratamento que esses governantes poderão dar às numerosas minorias que vivem na Síria e vários países pediram um governo “inclusivo”. Um porta-voz do governo sírio, Obaida Arnaut, assegurou na quinta-feira à AFP que os novos dirigentes querem instaurar um “Estado de direito”.
“Todos os que cometeram crimes contra o povo sírio serão julgados conforme as leis”, disse. O novo poder vai “congelar a Constituição e o Parlamento” durante um período de transição, inicialmente de três meses, acrescentou.
“Será formado um comitê jurídico e de direitos humanos para examinar a Constituição e introduzir emendas”, indicou. Questionado sobre as liberdades pessoais e religiosas, o porta-voz afirmou que “nós respeitamos a diversidade cultural e religiosa na Síria”.
Transição “Inclusiva”
O G7, que reúne as principais potências ocidentais, informou que apoiará um governo “inclusivo” e exigiu que respeite os direitos das mulheres e das minorias.
O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, viajou à Jordânia e à Turquia para abordar a nova situação no país, devastado e dividido após 13 anos de guerra, e também fez um apelo por uma “transição inclusiva”.
Em Ancara, ele se reuniu com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, a quem insistiu na importância de respeitar os direitos humanos e tomar “todas as medidas possíveis para proteger os civis” na Síria.
Após a visita de Blinken, a Jordânia anunciou que no sábado sediará uma cúpula sobre a Síria com ministros de Relações Exteriores e diplomatas dos Estados Unidos, Europa, países árabes e Turquia.
Por sua vez, Israel justificou os centenas de bombardeios dos últimos dias contra instalações militares na Síria como uma medida para evitar que “elementos terroristas” se apoderem delas.
Blinken afirmou que Israel não quer que os equipamentos do exército sírio caiam em “mãos erradas”, mas indicou que Washington está falando “com Israel” e “com outros” sobre “qual caminho seguir”.
Além disso, nos últimos dias, insurgentes apoiados pela Turquia travaram combates com as forças pró-curdas no norte da Síria, onde as Forças Democráticas Sírias (FDS), dominadas pelos curdos e apoiadas pelos Estados Unidos, controlam amplas regiões.
Na quarta-feira, com a mediação dos Estados Unidos, ambas as partes pactuaram uma trégua. Blinken lembrou nesta quinta-feira que as FDS são “essenciais” para evitar que o grupo jihadista Estado Islâmico (EI) ressurja na Síria.
“Reconstruir”
Para acalmar os temores da comunidade internacional, o primeiro-ministro sírio, Mohamad Al Bashir, nomeado até 1º de março, quis tranquilizar a população.
“Garantiremos os direitos de toda a população e de todas as confissões na Síria”, prometeu em uma entrevista ao jornal italiano Corriere della Sera publicada na quarta-feira.
Bashir também instou os milhões de sírios no exílio a voltar para “reconstruir” o país, de maioria árabe sunita, mas onde coabitam numerosas comunidades étnicas e religiosas.
O HTS afirma que rompeu com o jihadismo, mas ainda está na lista de organizações “terroristas” de vários países ocidentais, incluindo os Estados Unidos.
Cerca de seis milhões de sírios, ou seja, um quarto da população, fugiram do país desde 2011, quando a repressão a protestos pró-democracia resultou em uma guerra que causou mais de 500.000 mortos.
A agência humanitária das Nações Unidas declarou na quinta-feira que mais de um milhão de pessoas, principalmente mulheres e crianças, foram deslocadas na Síria desde que os rebeldes lançaram a ofensiva. Após a queda do clã Al Assad, que governou com mão de ferro durante mais de meio século, os habitantes em Damasco não escondem sua alegria.
“Vendo as pessoas nas ruas, temos a impressão de que estávamos todos presos debaixo da terra e agora saímos à luz do dia”, diz Razan al Halabi, de 38 anos. Desde 2011, mais de 100.000 pessoas morreram em prisões sírias, estimou em 2022 o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).
“Barbárie Inimaginável”
O enviado da ONU para a Síria, Geir Pedersen, pediu na quinta-feira a libertação imediata das “inúmeras” pessoas ainda detidas arbitrariamente e denunciou “a barbárie inimaginável” que os sírios sofreram nos últimos anos.
As novas autoridades anunciaram que um cidadão americano, Travis Timmerman, foi libertado, e se disseram dispostas “a cooperar” com Washington para encontrar outros americanos desaparecidos, incluindo o jornalista Austin Tice, sequestrado em 2012 durante uma operação do exército na periferia de Damasco.
Nos Estados Unidos, o Departamento de Justiça apresentou acusação por torturas a dissidentes contra um ex-oficial sírio encarregado da prisão central de Damasco, Samir Ousman Alsheikh, que emigrou para o país norte-americano em 2020.
Por sua vez, o Programa Mundial de Alimentos (PMA) da ONU fez um apelo urgente para obter 250 milhões de dólares para fornecer “ajuda alimentar a até 2,8 milhões de pessoas deslocadas e vulneráveis” no país.
(AFP)


































































