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O comandante das Forças Armadas da Ucrânia, Oleksandr Sirski, anunciou neste domingo que tropas ucranianas recuperaram o controle de três localidades na região leste de Donetsk, ocupadas por forças russas.
Em postagem nas redes sociais, Sirski afirmou:
“Nossas tropas contra-atacaram com sucesso e libertaram do inimigo os povoados de Mijailivka, Zelenyi Gai e Volodimirivka, na região de Donetsk”.
Simultaneamente, a Ucrânia realizou ataques com drones em território russo, em um dia que marcou o 34º aniversário da independência ucraniana. Um dos incidentes ocorreu na usina nuclear de Kursk, onde um dron foi derrubado e explodiu ao cair, provocando um incêndio. Autoridades locais informaram que não houve vítimas nem alterações nos níveis de radiação e que o fogo foi controlado. O Organismo Internacional de Energia Atômica (OIEA) alertou sobre o risco de combates próximos a instalações nucleares desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022.
No Mar Báltico, outros dez drones foram interceptados no porto de Ust-Luga, próximo a São Petersburgo. O governador regional, Alexander Drozdenko, informou que o ataque causou incêndio em uma terminal petrolífera do grupo Novatec. As forças ucranianas assumiram a ofensiva, que ocorreu contra o “maior produtor de gás liquefeito da Rússia”, reforçando a prioridade de atingir infraestrutura petrolífera russa.
Durante a comemoração da independência em Kiev, o presidente ucraniano, Volodymir Zelensky, declarou:
“Juntos, os ucranianos e nossos parceiros, nos esforçamos por empurrar a Rússia em direção à paz”. Zelensky entregou a Ordem do Mérito ucraniana ao emissário americano Keith Kellog, na presença do primeiro-ministro canadense Mark Carney e outros representantes estrangeiros. O presidente também comentou que os ataques com drones refletem o estancamento das negociações de paz:
“É assim que a Ucrânia ataca quando são ignorados seus chamados à paz”.
Por outro lado, o chanceler russo, Serguéi Lavrov, descartou qualquer reunião imediata entre os presidentes de Rússia e Ucrânia, afirmando que “não há nenhuma reunião prevista” e acusando potências ocidentais de buscar um pretexto para frear o diálogo.
O conflito, que já dura mais de três anos e meio, permanece em ponto morto e já causou dezenas de milhares de mortes. Recentemente, a Rússia avançou em Donetsk, conquistando duas aldeias antes do contra-ataque ucraniano.
Na noite de sábado, a Rússia lançou um míssil balístico e 72 drones Shahed de fabricação iraniana contra a Ucrânia, segundo autoridades ucranianas, que afirmaram ter interceptado 48 drones. Um dron russo matou uma mulher de 47 anos na região de Dnipropetrovsk, de acordo com o governador local.
A defesa aérea ucraniana recebeu apoio da Noruega, que anunciou financiamento de 7 bilhões de coroas (US$ 690 milhões) para a entrega de dois sistemas Patriot, em colaboração com a Alemanha.
Em meio às celebrações do aniversário de independência, soldados e representantes ucranianos destacaram o alto custo do conflito. Um médico de combate ucraniano no front oriental, Dobrii, declarou:
“Quando o Dia da Independência se tornou um dia de combate, o sentimento é um pouco diferente”.
Atualmente, a Rússia mantém controle sobre cerca de um quinto do território ucraniano, incluindo a Crimeia, anexada em 2014. O presidente russo Vladimir Putin se recusa a aceitar um cessar-fogo imediato e incondicional, conforme exigem Kiev e governos europeus.