Entre nos nossos canais do Telegram e WhatsApp para notícias em primeira mão. Telegram: [link do Telegram]
WhatsApp: [link do WhatsApp]
O porta-aviões USS Gerald R. Ford, considerado o mais avançado e o maior do mundo, entrou nesta terça-feira (11) na área de responsabilidade do Comando Sul dos Estados Unidos (USSOUTHCOM) — região que cobre a América Latina ao sul do México, incluindo o mar do Caribe, em frente à costa da Venezuela.
Segundo comunicado oficial da Marinha dos EUA, o grupo de ataque liderado pelo Gerald R. Ford está sob ordens diretas do Departamento de Defesa, após o secretário de Guerra, Pete Hegseth, executar uma determinação do presidente Donald Trump para intensificar o combate às Organizações Criminosas Transnacionais e ao narcoterrorismo, em defesa da segurança norte-americana e do hemisfério ocidental.
De acordo com o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, a presença reforçada de forças militares na região tem como objetivo “detectar, monitorar e interromper atividades e atores ilícitos que ameacem a segurança e a prosperidade dos Estados Unidos e do hemisfério ocidental”. Ele afirmou que o novo posicionamento permitirá ampliar as ações contra o tráfico de drogas e enfraquecer redes criminosas internacionais.
O Grupo de Ataque Gerald R. Ford conta com mais de 4 mil militares e dezenas de aeronaves táticas. O porta-aviões, o primeiro de sua classe, possui tecnologia que permite operações simultâneas de lançamento e pouso de aviões de asa fixa, de dia e de noite. A frota é composta por nove esquadrões da Ala Aérea Embarcada Oito, além dos destróieres USS Bainbridge, USS Mahan e USS Winston S. Churchill, e um submarino nuclear.
A movimentação faz parte da estratégia de Washington para fortalecer sua presença militar no Caribe e no Pacífico, com foco no combate ao narcotráfico e à atuação de cartéis latino-americanos, classificados pelo governo Trump como organizações terroristas.
Desde o início da nova fase da ofensiva antidrogas, as Forças Armadas dos EUA relatam a destruição de 20 embarcações e a morte de 75 pessoas em operações navais na região. O governo norte-americano afirma que as ações fazem parte de um “conflito armado direto contra cartéis latino-americanos”.
O deslocamento do Gerald R. Ford para águas próximas à Venezuela aumentou as tensões com o regime de Nicolás Maduro, acusado por Washington de manter vínculos com o cartel de Los Soles, supostamente envolvido no tráfico de drogas com apoio do governo venezuelano.
Em resposta, as Forças Armadas da Venezuela anunciaram nesta terça-feira um “desdobramento massivo” em todos os estados do país, alegando “ameaças imperiais dos Estados Unidos”.
De acordo com comunicado do Ministério da Defesa venezuelano, o país mobilizou meios terrestres, aéreos, navais e fluviais, além de sistemas de mísseis, milícias civis e unidades militares em diversas regiões.
O canal estatal VTV exibiu discursos de líderes militares e imagens de tropas em movimento, embora especialistas indiquem que nem sempre essas exibições resultem em operações concretas.
O ditador Nicolás Maduro afirmou que o país está preparado para reagir a qualquer provocação:
“Se o imperialismo tentar nos atacar e causar danos, o povo de Venezuela se mobilizará imediatamente para o combate”, declarou.
A escalada militar ocorre em meio à intensificação das operações navais dos Estados Unidos no Caribe e no Pacífico, o que reaviva a tensão entre Washington e Caracas.
Ver essa foto no Instagram