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Uma mulher de 37 anos morreu nesta quarta-feira (7) em Minneapolis após ser atingida por tiros disparados por um agente do Immigration and Customs Enforcement (ICE), agência de imigração dos Estados Unidos, durante uma operação de fiscalização na região da Portland Avenue com a E. 34th Street.
Agente de imigração abre fogo e mata mulher em Minneapolis
A vítima foi identificada como Renee Nicole Good, que foi atingida três vezes no rosto. Segundo o Departamento de Segurança Interna (DHS), a mulher “armou seu veículo” e tentou atacar os agentes, caracterizando o episódio como um “ato de terrorismo doméstico”. Good foi levada a um hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
O ex-presidente Donald Trump afirmou que o disparo do agente parece ter sido um ato de legítima defesa. “A mulher dirigia de forma desordenada, obstruindo e resistindo, e acabou atropelando violentamente o agente do ICE, que aparentemente atirou em legítima defesa”, declarou em postagem na rede Truth Social.
Imagens amplamente divulgadas nas redes sociais mostram o veículo da vítima colidindo com um poste e danificando dois carros estacionados após os disparos. O SUV de cor bordô apresentava um buraco de bala no para-brisa do lado do motorista.
Em resposta ao incidente, manifestantes em Minneapolis realizaram protestos e chegaram a queimar a bandeira americana nas ruas, gritando palavras de ordem contra o ICE.
A mãe de Good, Donna Ganger, disse ao Minneapolis Star-Tribune que a filha provavelmente estava assustada e não participava de protestos. “Isso é tão estúpido. Ela provavelmente estava com medo”, declarou. A mulher que se identificou como esposa de Good afirmou que o casal tinha uma filha de seis anos.
Em coletiva, a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, defendeu a ação do agente. “Ele usou seu treinamento para salvar a própria vida e a de seus colegas. Qualquer perda de vida é uma tragédia, mas o oficial seguiu exatamente o que foi treinado para fazer”, disse.
Por outro lado, o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, criticou a versão do DHS. “Isso não foi legítima defesa. É um agente agindo de forma imprudente, resultando na morte de alguém. Ao ICE: saiam de Minneapolis”, declarou.
O governador de Minnesota, Tim Walz, afirmou que o estado conduzirá “uma investigação completa, justa e rápida para garantir responsabilização e justiça”. A deputada Ilhan Omar também se manifestou, classificando a ação do ICE como “inaceitável e repreensível”.
O incidente ocorreu durante a maior operação do ICE na cidade, com mais de 2 mil agentes mobilizados, enquanto tensões com comunidades imigrantes, especialmente somalis, continuam crescendo. Desde o início da operação, mais de 1.000 pessoas foram detidas, e barreiras metálicas foram instaladas para separar manifestantes de agentes federais.