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O Ministério da Defesa do Qatar afirmou nesta segunda-feira que a força aérea do país abateu dois bombardeiros iranianos Su-24, em meio à ampliação do conflito envolvendo os Estados Unidos e o Irã no Oriente Médio. Segundo o comunicado, Doha também interceptou sete mísseis e cinco drones lançados por Teerã.
Até o momento, não há informações sobre vítimas, e o governo iraniano não se pronunciou oficialmente sobre a declaração do Qatar. Estima-se que a Força Aérea do Irã possua cerca de 20 aeronaves Su-24 de fabricação soviética e russa em seu arsenal.
Os ataques contra o território qatari ocorreram após o início da ofensiva conjunta de Estados Unidos e Israel contra Teerã, iniciada no sábado. Desde então, países do Oriente Médio relatam investidas constantes com aviões, mísseis e drones iranianos.
Mais cedo, a estatal QatarEnergy anunciou a suspensão da produção de gás natural liquefeito (GNL) em razão da guerra, sem previsão para retomada. A medida retirou do mercado um dos maiores fornecedores globais do insumo e provocou alta de 40% nos preços do gás natural na Europa.
De acordo com Doha, o Irã também realizou dois novos ataques com drones: um atingiu um reservatório de água em uma usina de energia na região de Mesaieed, no sul do país, e outro teve como alvo uma instalação energética operada pela QatarEnergy na cidade industrial de Ras Laffan.
No sábado, logo após o início da ofensiva contra Teerã, o Ministério das Relações Exteriores do Qatar convocou o embaixador iraniano e divulgou nota condenando os ataques classificados como “imprudentes e irresponsáveis” contra o território qatari.
Em entrevista à Al Jazeera, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que o país está “defendendo sua soberania nacional e integridade territorial contra atos bárbaros de agressão” promovidos por Washington e Israel.
Em declaração conjunta divulgada no domingo, Estados Unidos, Bahrein, Jordânia, Kuwait, Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos condenaram os ataques iranianos, classificando-os como “injustificados” e como uma escalada perigosa que viola a soberania de diversos Estados e ameaça a estabilidade regional.