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Um órgão de fiscalização do governo dos Estados Unidos concluiu que mais de uma centena de funcionários e ex-funcionários da Agência da ONU para Refugiados Palestinianos (UNRWA) tiveram ligações com o Hamas ou participaram dos ataques do grupo terrorista contra Israel em 7 de outubro de 2023. Com base nas investigações, o órgão recomendou que essas pessoas sejam suspensas ou impedidas de trabalhar em organizações que recebem dinheiro do governo americano.
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A investigação, conduzida pelo Escritório do Inspector-Geral da Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (USAID), continua em andamento. Recentemente, 101 novos nomes foram adicionados à lista de pessoas encaminhadas ao Departamento de Estado para possível aplicação de sanções. Com essas novas inclusões, o total de indivíduos afetados pelas recomendações dos investigadores federais chega a 108 pessoas.
O que diz o relatório
Segundo o relatório do órgão fiscalizador dos EUA, os acusados teriam participado da ofensiva do Hamas contra Israel ou mantido relações operacionais com as Brigadas al-Qassam, o braço armado do grupo islâmico. A documentação descreve casos em que funcionários da agência humanitária ocupavam, ao mesmo tempo, cargos dentro da organização terrorista.
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Entre os funcionários mencionados no relatório estão:
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Diretor de escola: Um subdiretor escolar, de acordo com a investigação, também exercia funções de comando em uma unidade militar do Hamas. Outro responsável educacional teria liderado um esquadrão em Khan Younis.
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Professores: Vários docentes são acusados de exercer funções nas estruturas militares ou de inteligência do grupo. Entre eles, há um professor apontado como responsável por monitorar dispositivos explosivos, outro ligado a atividades de inteligência e um terceiro que teria atuado como atirador de elite.
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Maestro: O caso mais grave descrito na investigação é o de um professor que teria recebido a ordem de transportar dois mísseis antitanque durante os ataques de 7 de outubro.
“Continua sendo uma prioridade investigativa garantir que a assistência humanitária financiada pelos Estados Unidos em Gaza não termine nas mãos do Hamas ou de outras organizações terroristas estrangeiras”, disse o órgão fiscalizador.
Futuro das investigações e primeiras sanções
O Escritório do Inspector-Geral afirmou que as investigações não foram concluídas. Novas recomendações de suspensão podem ser feitas, e os casos podem ser encaminhados à Justiça dos EUA.
As 108 pessoas mencionadas no relatório representam apenas uma pequena parte do total de funcionários da agência, mas autoridades americanas afirmam que cerca de 1.500 funcionários da UNRWA estão sendo analisados em diferentes fases da investigação.
Uma primeira sanção já foi aplicada: os EUA excluíram Hafez Mousa Mohammed Mousa, identificado como membro de um batalhão do Hamas em Jabaliya, de programas financiados pelo governo americano. De acordo com os investigadores, enquanto atuava como diretor de uma escola da UNRWA, ele manteve comunicações com outros membros do grupo durante os ataques de 7 de outubro. As autoridades americanas consideram este o primeiro caso de seu tipo, em que uma pessoa ligada a uma organização terrorista que trabalhava para uma agência humanitária da ONU foi formalmente excluída de programas financiados pelos EUA.
Contexto do conflito
O debate sobre o papel da UNRWA se intensificou depois que o presidente Donald Trump suspendeu o financiamento americano à agência em 2025. Desde então, a UNRWA tem mantido suas operações graças a contribuições de outros países e a fundos da própria ONU. Enquanto as investigações avançam, as autoridades americanas afirmam que o objetivo é garantir que a assistência destinada aos civis em Gaza chegue a quem realmente precisa.





















































