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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, anunciou neste domingo (20) que vai cancelar formalmente as eleições presidenciais e a alternância de poder no país, em um novo capítulo do endurecimento autocrático de seu governo. A declaração foi feita durante evento que comemorou os 47 anos da Revolução Sandinista, que levou Ortega ao poder pela primeira vez, entre 1979 e 1990.
Ortega afirmou que a eleição marcada para novembro do ano que vem será suspensa porque, segundo ele, a oposição estaria articulando com os Estados Unidos para chegar ao governo e “derrubar as conquistas da revolução”. “Aqui acabou a história de que os partidos colocados pelos ianques voltarão a chegar ao governo. Jamais, jamais, jamais”, declarou à plateia em Manágua.
O anúncio se soma a uma série de reformas autoritárias recentes. Em fevereiro de 2025, entrou em vigor uma nova Constituição que aumentou o mandato presidencial de cinco para seis anos, extinguiu a separação dos poderes e criou o cargo de copresidente para a vice-presidente Rosario Murillo, esposa de Ortega.
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Nos últimos anos, Ortega intensificou a repressão a líderes da oposição, jornalistas e membros da Igreja Católica, com prisões e deportações, incluindo a de Cristiana Chamorro, filha da ex-presidente Violeta Barrios de Chamorro, e de Dora María Téllez, ex-integrante do movimento sandinista.
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Em 2021, a Frente Sandinista foi reeleita com 75% dos votos, em um pleito contestado por organismos internacionais, sem observadores da OEA ou da União Europeia, por resistência de Ortega. O presidente, de 80 anos, sofre de lúpus e insuficiência renal.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que já foi aliado de Ortega, foi procurado pelo Vaticano para intermediar a soltura de um bispo preso no país, sem sucesso. As relações entre os dois países se deterioraram após a expulsão mútua de embaixadores.




















































