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🧡 Ver Ofertas na ShopeeCom cerca de 85,6% das urnas apuradas nas eleições legislativas de Israel, realizadas na última terça-feira (27), o bloco liderado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu aparece com 53 cadeiras no Knesset (o Parlamento israelense, composto por 120 assentos). Já o bloco opositor, comandado por Gadi Eisenkot (ex-chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel e líder do partido Yashar), soma 48. Os partidos de maioria árabe — a Lista Conjunta (cerca de 12 cadeiras) e o Ra’am (7) — alcançam um total histórico de 19 assentos.
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Nenhum dos lados atingiu os 61 assentos necessários para formar maioria e constituir o governo. A Comissão Central Eleitoral estima que ainda restam entre 430 mil e 480 mil votos em “envelopes duplos” (emitidos principalmente por soldados, policiais, diplomatas e cidadãos que votaram fora de suas seções), o que equivale a cerca de 12 cadeiras. A contagem completa desses votos deve ser divulgada nesta quinta-feira (29), e o resultado oficial final está previsto para o dia 4 de novembro.
A participação do eleitorado atingiu 77,7%, número significativamente superior aos 70,6% registrados no pleito de 2022. O presidente Isaac Herzog pediu que os partidos mantenham a “mente aberta” nas negociações de coalizão e evitem a convocação de novas eleições. Enquanto isso, líderes da Lista Conjunta sinalizam disposição para facilitar a queda do governo Netanyahu, e há relatos de que o bloco de Eisenkot cogita, com o apoio dos partidos árabes, substituir o atual presidente do Knesset, Amir Ohana (membro do partido Likud). No entanto, a maioria dos partidos judeus da oposição descarta formalmente uma aliança oficial com as listas árabes.
Entre as repercussões políticas, o chefe da facção Balad (integrante da Lista Conjunta), Sami Abou Shahadeh, atribuiu o impasse ao que classificou como “racismo” da sociedade israelense, alegando que o preconceito impediria a incorporação plena dos partidos árabes na oposição. Paralelamente, o ministro da Defesa, Israel Katz, criticou declarações feitas por Eisenkot na noite eleitoral — nas quais o líder opositor apelou aos chefes das forças de segurança para que resistissem a pressões políticas —, classificando o discurso como “antidemocrático”.
No cenário econômico, o shekel sofreu desvalorização e a Bolsa de Valores de Tel Aviv registrou queda, refletindo a volatilidade e a incerteza política. O impasse prolonga a permanência de Netanyahu como primeiro-ministro interino enquanto as negociações se arrastam, em um contexto ainda profundamente marcado pelas sequelas dos ataques de 7 de outubro de 2023 e pelas crescentes tensões regionais no Oriente Médio.
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