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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) instaurou um Procedimento Administrativo para Apuração de Ato de Concentração Econômica (APAC) para analisar a venda das operações brasileiras da Anglo American para a MMG Limited, controlada pela estatal chinesa China Minmetals Corporation. A investigação ocorre após denúncia que aponta risco de concentração de mercado e impactos geopolíticos.
O negócio, fechado por US$ 500 milhões (R$ 2,7 bilhões), inclui os complexos de Barro Alto e Codemin (Goiás), além de projetos de exploração em Morro Sem Boné (MT) e Jacaré (PA). Com a aquisição, a MMG passaria a deter mais de 50% do mercado brasileiro de níquel, quase 100% do mercado nacional de ferro-níquel e cerca de 60% do mercado global do insumo, ampliando a influência chinesa sobre um material estratégico para baterias, veículos elétricos e aço inoxidável.
A operação gerou controvérsia porque a Corex Holding, ligada ao grupo turco Yildirim, afirma ter oferecido US$ 900 milhões, valor superior ao fechado com a MMG. A Corex questiona o acordo no Brasil e na União Europeia, alegando que a venda fortalece a posição da China no setor e ameaça a segurança do fornecimento global de níquel, um mineral crítico para setores estratégicos.
No Brasil, o Incra foi acionado para investigar possíveis violações das restrições à compra de terras rurais por estrangeiros, já que os ativos ficam em áreas sensíveis. Em ofício, o órgão destacou riscos à soberania nacional, e a Corex reforçou que a exploração por agentes estrangeiros ocorre sem desenvolvimento da cadeia produtiva nacional.
O negócio também preocupa entidades internacionais. Nos Estados Unidos, o Instituto Americano do Ferro e do Aço (AISI) pediu que o governo norte-americano pressione o Brasil para rever a operação, alegando que a aquisição reforça a dependência global da China em minerais críticos. Segundo a entidade, a negociação pode ampliar a influência chinesa sobre reservas estratégicas no Brasil e Indonésia.
A Anglo American afirmou que a venda segue sua estratégia de concentrar operações em cobre, minério de ferro e nutrientes agrícolas, enquanto a MMG destacou que cumprirá todas as exigências regulatórias e que a transação é positiva para empregados, comunidades locais e acionistas.
O Cade avaliará se a aquisição reduz a concorrência no mercado e traz impactos econômicos e geopolíticos. O tribunal poderá aprovar, impor restrições ou vetar a operação.
Minerais críticos como níquel, lítio e cobalto são essenciais para setores estratégicos, incluindo tecnologia, defesa e transição energética, e a venda em análise ocorre em um contexto de preocupações internacionais sobre a segurança do fornecimento desses insumos.




















































































