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🧡 Ver Ofertas na ShopeeMunido de habeas corpus concedido pelo ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), o advogado Nelson Wilians Fratoni Rodrigues abriu os depoimentos da CPMI do INSS nesta quinta-feira (18). A decisão garantiu ao advogado o direito de permanecer em silêncio e não prestar compromisso de dizer a verdade. Apesar disso, ele fez declarações pontuais, negou qualquer relação com as fraudes na Previdência e classificou os crimes como hediondos.
“Lesar um aposentado já é por si só um crime gravíssimo. Lesar milhões de aposentados é um atentado de proporções inaceitáveis, que agride não só um indivíduo, mas toda a sociedade, a nossa nação”, afirmou.
Ligado ao empresário Maurício Camisotti, investigado como suposto beneficiário das fraudes envolvendo descontos indevidos aplicados a aposentados, Wilians admitiu conhecer o empresário desde 2015, mas negou relação com o chamado “Careca do INSS”, Antônio Carlos Camilo Antunes.
Convocado pela comissão em razão de transações bancárias consideradas suspeitas, o advogado foi alvo de mandado de busca e apreensão da Polícia Federal no âmbito da Operação Sem Desconto. Questionado pelo relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), sobre se sua “fortuna e ostentação” teriam origem nos desvios do INSS, Wilians voltou a negar qualquer envolvimento.
“Com a relação à Polícia Federal, ela cumpre o seu papel, assim como as instituições, esse Senado, o Congresso. Se a Polícia Federal achou que aquele seria o caminho é o direito dela. Eu não acho que ela errou, mas agora eu vou ter a possibilidade de apresentar os documentos”, declarou.
A postura chamou atenção do relator, que disse começar a “acreditar que podemos estar diante de novas descobertas”.
A reunião chegou a ser suspensa duas vezes a pedido da testemunha. Havendo tempo, outros convocados poderiam ser ouvidos no mesmo dia, incluindo os empresários Rubens Oliveira Costa e Milton Salvador de Almeida Junior, além de Tânia Carvalho dos Santos, esposa do “Careca do INSS”.
Disputa judicial
O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), destacou que o STF tem garantido o comparecimento das testemunhas, mesmo com o direito ao silêncio. Ele criticou decisão anterior do ministro André Mendonça, que havia facultado a presença do “Careca do INSS” e de Camisotti.
“Na semana passada eu estranhei muito a decisão do ministro André Mendonça que tornou facultativa a oitiva de dois investigados. Outras quatro testemunhas tentaram também a extensão de não comparecerem e foi negado pelo ministro, no entendimento de que eles têm de entrar com um novo habeas corpus para comparecerem à CPMI e ficarem calados”, disse.
Viana considerou positiva a mudança de entendimento do Supremo:
“Esse gesto, ao meu ver, é a demonstração clara de que o diálogo, o respeito entre os Poderes, a responsabilidade com o país, a resposta que nós temos de dar conjuntamente ao Brasil é possível unindo todos os poderes da República”.
Segundo a comissão, haverá pedido de reconsideração da decisão que dispensou a presença de Camisotti e do “Careca do INSS”, para que ambos possam ser ouvidos presencialmente pelos parlamentares.




















































































