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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quarta-feira (3), que foi pego de surpresa pela decisão dos Estados Unidos de sugerir novas tarifas ao Brasil. Em reunião ministerial, Lula disse ter saído do encontro com Donald Trump, em 7 de maio, convencido de que haviam estabelecido uma nova lógica de diálogo entre os dois países.
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“Confesso a vocês que fui pego de surpresa ontem (terça) e antes de ontem (segunda-feira) com a decisão deles.”
O presidente voltou a criticar o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e afirmou que ele não gosta da América Latina. A fala ocorre após Rubio ter declarado que os EUA têm uma coalizão de países amigos na região, citando Nicarágua, Cuba, Venezuela e Brasil como exceções.
“Esse Marco Rubio não gosta da América Latina e muito menos do Brasil. Ele é um latino-americano frustrado. Não sei se ele nasceu em Cuba, parece que ele é filho de pessoas que nasceram em Cuba.”
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Críticas a aliados brasileiros
Lula também criticou aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que, segundo ele, estariam torcendo pelo agravamento da crise comercial. Embora não tenha citado nomes, a referência foi direcionada ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência.
“É triste que tem brasileiros que não vou citar nomes aqui fomentando essa briga na perspectiva de que, se ele taxar a gente, ele vai prejudicar uma candidatura à Presidência da República. Um imbecil desse não percebe que quem é prejudicado é o povo, não é o Lula.”
Defesa do diálogo
O presidente reafirmou que o Brasil não se negou a negociar com os norte-americanos e que os dois países haviam acordado em debater divergências em 30 dias. Ainda na reunião ministerial, ele declarou que “ninguém pode dizer que o Brasil se negou a negociar”.
“Esse país não aceitará mais a política de vira-lata diante das grandes potências.”






















































