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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em entrevista ao programa Pod Force One nesta quarta-feira (3) que o Irã aceitou não desenvolver um programa de armas nucleares e que considera um encontro com o líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, se as circunstâncias permitirem.
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A declaração sobre o programa nuclear
Trump disse que o compromisso iraniano foi comunicado no âmbito dos recentes contatos diplomáticos e representa um passo crucial para a redução das tensões bilaterais.
“Já aceitaram que não vão ter uma arma nuclear”, declarou o presidente americano.
A possibilidade de encontro com Khamenei
Sobre um eventual encontro, Trump afirmou estar aberto à possibilidade, dependendo dos avanços nas negociações:
“Gostaria de conhecê-lo. Provavelmente nos reuniremos em algum momento, dependendo de como as coisas se desenvolverem.”
Ele também disse que Khamenei está “absolutamente” envolvido nas conversações e que os iranianos “têm muito respeito por ele”.
Ameaça de intervenção militar
Trump deixou claro que enfrenta uma “decisão”: chegar a um acordo com o Irã ou recorrer a uma intervenção militar em larga escala.
“Agora tenho que tomar uma decisão: assinamos um acordo ou fazemos da outra maneira? E não é uma maneira agradável.”
O presidente afirmou que sua preferência é resolver o conflito “da maneira amável, de um ponto de vista humanitário”, mas deixou claro que, se o acordo for rejeitado, “não haveria conversas. Não haveria atrasos”.
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Confirmação de xingamento a Netanyahu
Na mesma entrevista, Trump confirmou que chamou o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, de “louco” durante um telefonema, conforme reportagem do Axios.
“Eu fiz [isso]”, disse Trump, explicando que sua irritação se devia aos constantes enfrentamentos na fronteira e aos obstáculos nas negociações de cessar-fogo com o Irã.
Na ligação, Trump teria advertido Netanyahu: “Temos que parar isso. Temos que interromper”, em referência à escalada bélica na região.
A posição do Irã
Apesar das declarações de Trump, o governo iraniano afirmou que não aceitará um acordo com Washington a menos que o cessar-fogo também se estenda ao Líbano, onde Israel conduz operações militares contra o Hezbollah desde março.
O cenário atual
Os dois países protagonizaram nos últimos dias um intercâmbio de ataques, com acusações mútuas de violação do cessar-fogo acordado em abril. As negociações de paz seguem estagnadas.





















































