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O chanceler Mauro Vieira (Relações Exteriores) se reuniu com o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, nesta quarta-feira (3), em Paris, e ouviu do auxiliar de Donald Trump que os americanos querem uma “saída negociada” para o impasse das tarifas. Os EUA prometeram manter o diálogo antes de qualquer decisão final, apesar das recomendações de sobretaxas de 25% e 12,5% sobre produtos brasileiros.
O encontro ocorreu após o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) recomendar tarifas adicionais de 25% sobre produtos brasileiros (por práticas desleais) e de 12,5% (por suposta falha no combate ao trabalho forçado). Mauro Vieira respondeu que a disposição do Brasil é a mesma e que as recomendações exigem intensificar as negociações, que ainda estão dentro do prazo de 30 dias acordado entre os presidentes.
Segundo interlocutores, Greer disse a Vieira que “há um contato fluido” entre a Casa Branca e o Planalto e que o USTR quer “continuar a dialogar” com os representantes brasileiros.
As duas frentes do tarifaço
A promessa de diálogo ocorre em meio à proposta de duas novas sobretaxas sobre produtos brasileiros:
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25% sobre todos os produtos brasileiros (investigação da Seção 301), com prazo de consulta até julho.
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12,5% por suposta falha no combate ao trabalho forçado (também na Seção 301), que atinge o Brasil e outros 59 países.
A decisão final sobre ambas as tarifas cabe ao presidente Donald Trump, que ainda não bateu o martelo. O prazo de 30 dias para negociação, acordado entre Trump e Lula na visita de maio a Washington, ainda está em curso. O governo brasileiro aposta no diálogo para tentar reverter ou reduzir as alíquotas antes da decisão final.





















































