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A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia do Ministério Público (MPSP) e tornou réus a advogada e influenciadora Deolane Bezerra, o apontado líder máximo do PCC, Marco Willian Herbas Camacho (o Marcola), e outros quatro investigados. Todos responderão pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. A decisão foi proferida pelo juiz Deyvison Heberth dos Reis, da 3ª Vara de Presidente Venceslau, no interior paulista.
Além de Deolane e Marcola, também se tornaram réus:
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Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior (irmão de Marcola)
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Everton de Souza
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Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho (filho de Marcola)
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Paloma Sanches Herbas Camacho (filha de Marcola)
Deolane Bezerra cumpre prisão preventiva desde o dia 21 de maio de 2026 na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista (SP).
Nota jurídica: A aceitação da denúncia pela Justiça não significa que os acusados foram condenados, mas sim que a ação penal foi formalmente iniciada. A partir de agora, o processo entra na fase de produção de provas, oitiva de testemunhas e apresentação das defesas.
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Como funcionava o esquema, segundo o MP
De acordo com a denúncia — assinada pelo promotor Lincoln Gakiya, do Gaeco, e outros seis promotores no dia 10 de junho —, familiares e pessoas de extrema confiança recebiam ordens da cúpula do PCC para distribuir a renda ilícita obtida por meio de uma empresa de transportes da capital.
A investigação aponta que esses valores eram depositados em favor de Deolane, Everton de Souza e dos filhos de Marcola. Relatórios de inteligência financeira e a quebra dos sigilos fiscal e bancário dos envolvidos confirmaram a ocultação e dissimulação das quantias, que posteriormente eram reinseridas na economia formal com aparência de legalidade.
Pedidos negados e manutenção da prisão
A defesa de Deolane Bezerra havia solicitado a sua transferência para uma Sala de Estado-Maior (prerrogativa prevista pelo Estatuto da Advocacia para advogados presos antes de condenação definitiva) ou, alternativamente, a substituição da preventiva por prisão domiciliar. O juiz Deyvison Heberth dos Reis negou ambos os pedidos.
O Ministério Público argumentou que a influenciadora dispõe de condições adequadas de custódia em Tupi Paulista. O órgão também destacou que o fato de Deolane possuir uma filha menor de 12 anos não garante automaticamente o benefício da prisão domiciliar, especialmente em casos que envolvem o crime de organização criminosa.
O que dizem as defesas
Em nota oficial, a defesa de Marco Willian Herbas Camacho, Paloma Sanches, Leonardo Alexsander e Alejandro Juvenal afirmou que Marcola e Alejandro estão isolados em presídios federais de segurança máxima desde fevereiro de 2019, o que inviabilizaria qualquer participação nos fatos narrados.
“O mero vínculo familiar com os demais denunciados não pode ser confundido com participação criminosa, sendo inaceitável que a simples proximidade afetiva sirva de fundamento para uma acusação desta magnitude”, declarou a defesa.




















































