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Nesta sexta-feira (22), Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) pediu respeito à Democracia e o Estado de Direito em documento que será enviado aos candidatos à Presidência da República nas Eleições de 2022. Texto diz ainda que a “sinergia entre os setores público e privado é fundamental” para reconstruir um país de investimentos, inovação e que gera empregos.
Batizado de ‘Diretrizes prioritárias – governo federal 2023-2026’, ele apresenta sugestões para os presidenciáveis. O documento é assinado pelo presidente da federação, Josué Gomes, e a equipe da Fiesp.
“Os últimos anos trouxeram novos desafios para o Brasil e o mundo. Uma pandemia assolou a população mundial e, recentemente, a guerra na Ucrânia, que vem dificultando a normalização das cadeias globais de suprimentos. Pensando nesse contexto e nas dificuldades estruturais que pesam sobre o País, a FIESP e o CIESP elaboraram este documento. O objetivo é organizar um conjunto de diretrizes que buscam recuperar o crescimento econômico sustentado e encaminhar soluções estruturais para a economia brasileira
“Nesse processo de retomada, tem papel central a adoção de políticas industriais modernas, as quais têm sido cada vez mais empregadas por importantes economias no mundo. Um novo consenso, baseado nas experiências internacionais levando em conta as mudanças tecnológicas e a sustentabilidade, recoloca o setor industrial como o motor da retomada econômica”,
O Brasil também precisa acompanhar essas mudanças, sobretudo para rever o processo de desindustrialização e baixo crescimento. Em sua história, o País já apresentou períodos de crescimento virtuoso puxado pela industrialização. Agora precisa resgatar esse motor, não mais sob as mesmas bases, mas a partir de uma visão moderna, digital e sustentável, voltada para o desenvolvimento da economia menos intensiva em carbono, mais produtiva, socialmente mais justa e inclusiva.”, diz um trecho do documento.
Federação das indústrias de SP pede políticas que possam contribuir para a modernização das relações trabalhistas e adequar a norma jurídica à realidade brasileira atual.
O fortalecimento da infraestrutura é outro fator urgente para a agenda econômica. A economia brasileira apresenta o nível mais baixo de investimento em infraestrutura desde a década de 1970, sendo que os investimentos não são suficientes, sequer, para cobrir a depreciação. Portanto, imputa-se a necessidade de fomentar o investimento público, mantendo a sustentabilidade fiscal, e incentivar o investimento privado em setores em que há retorno e competências para atuação, aproveitando as sinergias geradas, por exemplo, via concessões e parcerias público-privadas.
A indústria e seus encadeamentos enfrentam desafios conjunturais e estruturais. Torna-se cada vez mais evidente a necessidade de repensar o papel da manufatura e sua competitividade à luz de novos conhecimentos tecnológicos, da digitalização, da educação e da superação dos desequilíbrios ambientais. Estratégias de política industrial buscam aproveitar esses vetores e recuperar o protagonismo da indústria. Diversas economias ao redor do mundo, com destaque para Estados Unidos, Europa e China, estão implementando estratégias nesse sentido, focadas em aumentar a resiliência da indústria a choques externos, tendo em vista, por exemplo, os impactos da pandemia da COVID-19 e da guerra na Ucrânia. É preciso estar alinhado às tendências internacionais e às oportunidades abertas para uma maior inserção da indústria brasileira nas cadeias globais de valor.
Portanto, o País precisa reposicionar-se e recuperar sua capacidade de planejamento, sabendo que os investimentos convertidos hoje serão consubstanciados na estrutura produtiva no futuro, que será refletida no nível de competitividade, produtividade, criação de empregos e no tipo de inserção no comércio internacional. São necessárias proposições assertivas de políticas públicas, capazes de alavancar a produtividade e recuperar sua qualidade como motor do crescimento econômico, a partir de um horizonte sustentável, que promova uma economia mais resiliente, menos intensiva em carbono e socialmente
mais inclusiva.
Além disso, a estabilidade democrática e o respeito ao Estado de Direito são condições indispensáveis para o Brasil superar os seus principais desafios.
Clique aqui e veja a íntegra do documento da Fiesp.