Nos siga em

O QUE ESTÁ PROCURANDO

Farc Colombia
Foto: Jorono/Pixabay

Justiça

Crianças da Colômbia permanecerão no Brasil para tratamento médico, decide STF

🔥 Confira os Produtos Mais Vendidos desta Domingo (28) no Mercado Livre

🛍️ Ver Ofertas no Mercado Livre

🔥 Confira os Produtos Mais Vendidos desta Domingo (28) na Shopee

🧡 Ver Ofertas na Shopee

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, que três crianças residem no Brasil com a mãe e não devem retornar à Colômbia, onde viviam antes, para onde foram transferidas para tratamento médico.

A decisão foi tomada na terça-feira (27) durante o julgamento do Habeas Corpus (HC) 242623. As crianças estão no Brasil há quatro anos para tratar de um dos filhos, que tem paralisia cerebral e tetraplegia.

A família, composta pelo pai paraguaio, a mãe brasileira e os três filhos, atualmente com 8, 10 e 11 anos, morava em Barranquilla, na Colômbia. Em setembro de 2020, a mãe e R.B.P.D., o filho com paralisia, viajaram ao Rio de Janeiro para exames médicos e para continuar o tratamento que o garoto recebe no Brasil desde o nascimento. O pai e os outros filhos visitaram-nas para as festas de fim de ano. Devido a uma cirurgia de R.B.P.D., a mãe decidiu que os irmãos deveriam permanecer no Brasil, enquanto o pai retornou à Colômbia. Em 2021, a mãe passou a ter a guarda das crianças.

No STF, a defesa da mãe contestou a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que determinava o retorno imediato das crianças à Colômbia. O STJ sustentou que o caso não constitui exceção à Convenção da Haia, que estabelece a devolução imediata de crianças transferidas ilicitamente.

A defesa argumentou que a Convenção deve ser interpretada em conjunto com outras normas, ressaltando que as crianças estão totalmente adaptadas ao Brasil, que o pai não está preparado para recebê-las e que têm apoio da família materna no Rio de Janeiro. Além disso, os advogados afirmaram que o filho com paralisia tem acesso aos melhores tratamentos e equipamentos no Brasil e que uma viagem para a Colômbia representaria um risco à vida devido às crises convulsivas diárias.

A relatora do caso, ministra Cármen Lúcia, defendeu que a permanência das crianças no Brasil atende ao melhor interesse delas. Ela destacou que, apesar da regra geral da Convenção da Haia ser a devolução imediata, a interpretação e aplicação da norma devem considerar o cumprimento dos direitos fundamentais, a dignidade humana, o direito à vida e o direito à proteção integral.

A ministra enfatizou a gravidade e a complexidade do caso, afirmando que “as crianças são pessoas, e não coisas que se disputam como se pudessem ser entregues, devolvidas, restituídas por conveniências de adultos”. O ministro Cristiano Zanin concordou com a relatora, observando que o artigo 13 da Convenção da Haia prevê exceções à devolução imediata que se aplicam ao caso.

Os ministros também ressaltaram que as questões relacionadas ao direito de família devem ser tratadas nas instâncias competentes.

Escrito Por

Pode ser do seu interesse

São Paulo

🔥 Confira os Produtos Mais Vendidos desta Domingo (28) no Mercado Livre 🛍️ Ver Ofertas no Mercado Livre 🔥 Confira os Produtos Mais Vendidos...

São Paulo

🔥 Confira os Produtos Mais Vendidos desta Domingo (28) no Mercado Livre 🛍️ Ver Ofertas no Mercado Livre 🔥 Confira os Produtos Mais Vendidos...

Brasil

🔥 Confira os Produtos Mais Vendidos desta Domingo (28) no Mercado Livre 🛍️ Ver Ofertas no Mercado Livre 🔥 Confira os Produtos Mais Vendidos...

Política

🔥 Confira os Produtos Mais Vendidos desta Domingo (28) no Mercado Livre 🛍️ Ver Ofertas no Mercado Livre 🔥 Confira os Produtos Mais Vendidos...

CONTINUE LENDO APÓS O ANÚNCIO
Recomendados para você

Facebook
X\Twetter
LinkedIn
WhatsApp
Threads
Telegram
Reddit