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A Polícia Federal (PF) identificou uma movimentação financeira de R$ 30 milhões entre março de 2023 e fevereiro de 2024 envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Parte do valor foi destinada ao pagamento de escritórios de advocacia de seus próprios advogados, Paulo Cunha Bueno e Daniel Tesser, que receberam cada um mais de R$ 3,3 milhões.
As informações constam em um relatório da PF encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), baseado em dados do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).
“No período de 01/03/2023 a 07/02/2024, foram movimentados R$ 30.576.801,36 em créditos e R$ 30.595.430,71 em débitos”, detalha o documento.
O relatório indica que os valores envolvem diversas transações, como Pix, câmbio, transferências TEC/DOC, tributos e pagamentos de contas. Mais de 60% dos créditos ocorreram via Pix, em mais de um milhão de operações, que somam R$ 19 milhões. Além disso, foram registradas aplicações em CDB/RDB em seis movimentações, totalizando mais de R$ 18 milhões.
Segundo a PF, Bolsonaro recebeu a maior parte dos recursos do Partido Liberal (PL), de uma empresa e de pessoas físicas. No entanto, os maiores envios feitos pelo ex-presidente foram para a conta do advogado Paulo Bueno.
O relatório aponta indícios de lavagem de dinheiro e outros crimes econômicos: “As operações financeiras suspeitas de configurarem indícios de lavagem de dinheiro e outros ilícitos penais, tendo como principais envolvidos JAIR MESSIAS BOLSONARO e EDUARDO NANTES BOLSONARO”, destacam os investigadores.
O ex-presidente e seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), foram indiciados pela Polícia Federal. Eles são apontados como responsáveis pelos crimes de coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito por meio da restrição ao exercício dos poderes constitucionais.