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O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, confirmou neste domingo que o porta-voz das Brigadas Ezedin al-Qassam, braço armado do grupo palestino Hamas, foi “eliminado” em Gaza em um ataque do exército israelense.
“Eliminamos o porta-voz terrorista do Hamas, Abu Obeida, em Gaza. Ele se juntou a outros indivíduos eliminados do eixo do mal do Irã, do Líbano e do Iêmen no mais profundo do inferno”, afirmou Katz em sua conta no X.
Anteriormente, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu informou que as Forças de Defesa lançaram um ataque direcionado contra Obeida. “Atacamos o porta-voz do Hamas, o porta-voz desta organização criminosa e assassina, Abu Obeida”, declarou Netanyahu, segundo o resumo de uma reunião do governo. “Espero que ele não esteja mais entre nós, mas vejo que não há ninguém do lado do Hamas que possa esclarecer este assunto”, acrescentou o mandatário israelense.
Reconhecido por aparecer em vídeos do grupo armado usando uniforme militar e uma kufiya vermelha cobrindo o rosto, Obeida se consolidou como um dos rostos públicos do Hamas.
Em quase 23 meses de guerra em Gaza, Israel tem reduzido a cúpula do Hamas, após se comprometer a erradicar o grupo armado depois do ataque de 7 de outubro de 2023. A ofensiva incluiu a eliminação de líderes como o chefe político Ismail Haniyeh, o líder militar Mohammed Deif e Yahya Sinwar, apontados por Israel como responsáveis intelectuais pelo ataque de outubro, além de outros comandantes e figuras políticas de alto escalão.
Neste fim de semana, o Hamas confirmou a morte de seu chefe militar em Gaza, Mohammed Sinwar, meses depois de Israel ter anunciado sua eliminação em um ataque realizado em maio. A organização não detalhou as circunstâncias do falecimento, mas publicou imagens de Sinwar junto a outros líderes, descrevendo-os como “mártires”.
Mohammed Sinwar era irmão mais novo de Yahya Sinwar, ex-líder do Hamas que participou da preparação do ataque de 7 de outubro de 2023 e que foi abatido pelas forças israelenses em outubro de 2024. Após a morte de Yahya, Mohammed assumiu de fato o comando do braço militar do grupo.
Israel informou que Sinwar foi alvo de um ataque em 13 de maio contra o Hospital Europeu de Khan Younis, no sul de Gaza, com o objetivo de eliminá-lo. O exército explicou que a operação tinha como foco a infraestrutura subterrânea do Hamas, embora o grupo negue que tal estrutura exista sob o hospital. O ataque também matou Muhammad Shabana, comandante da brigada Rafah do Hamas, segundo o exército israelense.
Mohammed Sinwar nasceu em 16 de setembro de 1975 no campo de refugiados de Khan Younis, onde cresceu com seu irmão Yahya. Seus pais fugiram de Majdal, localidade palestina hoje parte de Ashkelon, durante a criação do Estado de Israel em 1948, episódio conhecido em árabe como Nakba.
O ataque perpetrado pelo Hamas em 7 de outubro de 2023 no sul de Israel resultou na morte de 1.219 pessoas, em sua maioria civis, segundo balanço da AFP com base em dados israelenses. Dos 251 reféns feitos na ocasião, 47 continuam em Gaza, e cerca de 20 são considerados vivos.
Em retaliação, a ofensiva israelense provocou pelo menos 63.459 mortos na Palestina, em sua maioria civis, de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, cujos números são considerados confiáveis pelas Nações Unidas.