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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO Irã disparou contra três navios comerciais nas águas territoriais de Omã, perto do Estreito de Ormuz, nesta terça-feira (7). Segundo uma autoridade americana, a ação configura uma “violação flagrante” do acordo de paz com os Estados Unidos. O ataque ocorreu horas antes de o presidente Donald Trump chegar à Turquia para uma cúpula da Otan, onde os líderes devem discutir a segurança na região.
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O Ministério das Relações Exteriores do Catar informou que uma de suas embarcações, o navio-tanque de gás natural liquefeito Al-Rakiyat, foi atingida perto do estreito. O Catar responsabilizou totalmente o Irã pelo ataque, classificou a ação como uma “violação grave e explícita do direito internacional” e convocou o vice-embaixador iraniano para entregar uma nota de protesto.
Ameaça de bloqueio e aumento da tensão
O Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) do Irã alertou, no domingo (5), que enviou barcos de patrulha para bloquear a “rota de Omã”, uma alternativa usada por navios para evitar o controle iraniano sobre o estreito. A agência semioficial Fars afirmou que o navio-tanque catariano foi atacado após ignorar avisos repetidos.
O ataque ocorre em meio às cerimônias fúnebres do líder supremo iraniano, Ali Khamenei — morto em um ataque aéreo em 28 de fevereiro —, e no momento em que o Irã interrompeu as negociações com os EUA para um acordo duradouro sobre o seu programa nuclear.
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Ameaça de Trump e resposta iraniana
Na segunda-feira (6), Trump disse que os EUA vão chegar a um acordo com o Irã ou “terminar o trabalho”. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, respondeu que as negociações “não começarão se as ameaças continuarem”. Ele invocou o memorando de entendimento entre os dois países, que exige o fim de todos os combates — inclusive no Líbano — e que o Irã garanta a passagem segura de navios pelo Estreito de Ormuz.
O Estreito de Ormuz é uma rota crucial por onde passava cerca de um quinto do petróleo bruto do mundo antes da guerra. O Irã tem usado o controle da via comercial como moeda de troca nas negociações. Cento e oito barcos cruzaram o estreito de sexta-feira a domingo; antes do conflito, mais de 100 embarcações transitavam por ali a cada dia.
O UKMTO (órgão de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido) alertou que os riscos persistem para as embarcações que cruzam a região e que “a intenção e a capacidade do Irã de conduzir ações hostis intencionais permanecem”.




















































