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O grupo terrorista Hamas afirmou neste domingo (28) ter perdido contato com dois reféns em meio à intensa ofensiva das Forças de Defesa de Israel (FDI) em dois bairros da Cidade de Gaza. Enquanto isso, três divisões israelenses avançaram em direção ao norte da cidade com o objetivo de assumir o controle total da região.
Em um comunicado, o braço armado do grupo extremista palestino, as Brigadas al-Qassam, fez uma exigência sem precedentes: que as forças israelenses se retirassem ao sul da Rua Oito e suspendessem os ataques aéreos por 24 horas, a partir das deste domingo, para que pudessem resgatar os reféns. A menção explícita à localização dos cativos é um fato novo.
Os dois reféns em questão foram sequestrados durante o ataque terrorista brutal de 7 de outubro de 2023. O Fórum de Reféns e Familiares de Desaparecidos declarou que as famílias estão trabalhando com as autoridades para analisar o comunicado do Hamas e pediu que os nomes dos reféns não fossem divulgados.
Os familiares dos cativos têm expressado repetidamente o medo de que a ofensiva militar em Cidade de Gaza, justificada pelo governo israelense como necessária para derrotar os últimos terroristas do Hamas, coloque em risco a vida dos reféns.
Atualmente, os grupos armados na Faixa de Gaza mantêm reféns, incluindo um oficial israelense morto em 2014. Das pessoas sequestradas em 7 de outubro, continuam em cativeiro. As autoridades israelenses confirmaram que pelo menos dos reféns morreram. Estima-se que estejam vivos e há “graves preocupações” sobre o estado de outros dois, segundo autoridades de Israel.
O informe do Hamas coincidiu com um comunicado das FDI sobre ataques realizados no último dia contra edifícios, combatentes e infraestrutura ligada a grupos terroristas. Fontes médicas em Gaza, sob controle do Hamas, reportaram pelo menos mortos em 24 horas em decorrência destas ações.
A entrada de tanques israelenses em distritos residenciais gerou alarme entre os serviços de saúde locais, que se dizem incapazes de responder às dezenas de chamadas de socorro. Testemunhas e médicos confirmaram o avanço das tropas em direção aos bairros de Sabra, Tel Al-Hawa, Sheikh Radwan e Al-Naser, “fechando o cerco” sobre o coração e o oeste de Cidade de Gaza.
As FDI têm insistido para que os habitantes evacuem a área antes do assalto militar. Até a última sexta-feira, o exército estimava que dos cerca de um milhão de residentes haviam fugido.
Em uma operação recente, soldados da Brigada Golani identificaram e eliminaram cinco combatentes do Hamas que lançaram foguetes contra um edifício ocupado pelas forças israelenses. Paralelamente, tropas israelenses continuam combatendo no sul de Gaza, eliminando membros de grupos armados e destruindo infraestrutura e equipamentos de vigilância.