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Uma explosão na manhã desta segunda-feira (24) interrompeu a rotina no movimentado centro de Peshawar, capital da província de Khyber Pakhtunkhwa, no noroeste do Paquistão. Imagens de câmeras de segurança, verificadas por agências internacionais, registraram o momento em que três atacantes suicidas invadiram a sede da Federal Constabulary (FC), força paramilitar responsável pela segurança fronteiriça da região. O ataque ocorreu em uma área densamente movimentada, próxima à avenida Saddar Road e ao Deans Trade Center.
Segundo relatos, o primeiro dos atacantes suicidas se imolou perto da entrada principal pouco depois das 8h, quando centenas de pessoas iniciavam suas atividades. O estrondo da explosão foi seguido de gritos e correria de transeuntes, conforme relatou Bilal Ahmed, funcionário de hospital que passava pelo local e teve sua experiência registrada pela AFP. O cenário após o ataque era caótico: cacos de vidro, restos espalhados pelo asfalto e um sapato solitário próximo à porta destruída, enquanto equipes de resgate tentavam alcançar os feridos.
O chefe de polícia de Peshawar, Mian Saeed, confirmou que o atentado matou três membros da Federal Constabulary que estavam na entrada. Segundo ele, os outros dois atacantes tentaram entrar no complexo após a primeira explosão, mas foram abatidos pela resposta das forças de segurança. Quatro pessoas ficaram feridas e foram levadas ao Hospital Lady Reading, conforme informou o porta-voz Mohammad Asim à Reuters.
O ministro federal do Interior, Mohsin Naqvi, condenou o ataque em comunicado e elogiou a ação do pessoal da FC, que “frustrou a tentativa de invasão do prédio”. As forças de segurança rapidamente isolaram a área, com patrulhas e equipes em uniformes de alta visibilidade buscando possíveis explosivos não detonados, segundo confirmou o chefe policial provincial, Zulfiqar Hameed.
Até o momento, nenhum grupo reivindicou formalmente o ataque, mas fontes de segurança atribuíram a autoria a supostos integrantes do Tehreek-e-Taliban Pakistan (TTP). O grupo é apontado pelo governo e pelas forças armadas do Paquistão como responsável pela onda de violência que afeta Khyber Pakhtunkhwa e Baluchistão desde 2022, após a ruptura do cessar-fogo com as autoridades.
A tensão entre Paquistão e Afeganistão aumenta a incerteza na região. O governo paquistanês afirma que o TTP opera a partir do território afegão, alegação rejeitada categoricamente por Cabul. As hostilidades transfronteiriças nas últimas semanas deixaram dezenas de vítimas em ambos os países, aumentando a sensação de vulnerabilidade local.
Horas após a explosão, a Saddar Road estava silenciosa, interrompida apenas pelo patrulhamento policial, enquanto as autoridades continuavam a vasculhar os escombros em busca de pistas que expliquem como os atacantes conseguiram penetrar na segurança de um dos complexos mais protegidos da cidade.