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🧡 Ver Ofertas na ShopeeA Polícia Federal investiga se os bancos Itaú e Santander atuaram de forma coordenada para omitir informações sobre operações financeiras da Americanas durante auditorias. A suspeita faz parte da 2ª fase da Operação Disclosure, deflagrada em 25 de junho, e foi revelada em decisão da juíza Giovana Calmon, da 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, obtida e divulgada pelo portal UOL nesta quinta-feira (9).
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Entenda a suspeita de omissão
Segundo a investigação, as instituições financeiras teriam emitido “cartas de circularização” — documento em que o banco confirma à auditoria externa os saldos e operações da empresa auditada — sem informar as operações de risco contratadas pela Americanas.
O que é a operação de risco? Nesse modelo (conhecido no mercado como risco sacado), o banco antecipa os pagamentos aos fornecedores da varejista, e a empresa passa a dever esse valor diretamente à instituição financeira, gerando uma dívida bancária que deveria ser declarada.
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De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), a omissão dessas informações permitiu que a Americanas escondesse parte de seu real endividamento da auditoria externa e do mercado financeiro. A decisão judicial cita mensagens trocadas entre executivos dos bancos e o ex-diretor financeiro da varejista, Fábio Abrate.
Diálogos sugerem ação coordenada
Os diálogos interceptados indicam que a Americanas solicitava a um executivo do Itaú a retirada de informações das cartas encaminhadas aos auditores. Em outra conversa, a varejista afirmava que o Santander só faria a alteração caso o Itaú adotasse a mesma medida.
Para a magistrada, as conversas apontam para uma possível atuação coordenada entre as duas instituições financeiras para atender às solicitações fraudulentas da antiga administração da Americanas.
O que dizem os bancos
Em nota, o Itaú afirmou que sofreu perdas bilionárias com a fraude da varejista, que já comprovou à Justiça a regularidade da atuação de seus funcionários e que recusou formalmente os pedidos da antiga gestão da Americanas para alterar as cartas de circularização.
O Santander declarou que também foi vítima das fraudes e ressaltou que a realização de operações bancárias regulares com a empresa não significa, de forma alguma, participação nas irregularidades investigadas.


















































































