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Uma discussão motivada pela proibição de ir a uma festa de aniversário terminou em tragédia na noite desta terça-feira (3), no bairro Jacarecanga. A universitária Luciana, que também atuava como auxiliar administrativa na Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), foi brutalmente assassinada pelo namorado, Bruno Ribeiro, com golpes de tesoura e pauladas na cabeça.
O crime ocorreu na residência do casal, na Rua Senador Alencar. O alerta para as autoridades veio de uma fonte inesperada: um motociclista de aplicativo. Acionado pela vítima minutos antes do crime, o condutor chegou ao endereço e se deparou com sangue escorrendo pela calçada. Ele interceptou uma viatura da polícia que passava pela região, dando início à ocorrência.
O estopim: o impedimento de sair de casa
De acordo com familiares, o conflito começou porque Luciana desejava comparecer ao aniversário do cunhado em um restaurante. Bruno teria proibido a namorada de sair. Determinada, a jovem chegou a chamar um transporte por aplicativo e ligou para a irmã avisando que não iria mais à festa, mas que chamaria a polícia, pois estava sendo mantida em cárcere pelo namorado.
Pouco tempo depois da ligação, a jovem foi atacada e morta. Horas mais tarde, a família recebeu a notícia do assassinato.
Fuga e prisão no interior
Após o crime, Bruno Ribeiro fugiu em uma motocicleta. Ele foi localizado e preso pela polícia na cidade de Morada Nova, no interior do Ceará. Segundo as investigações da Polícia Civil, o suspeito planejava embarcar em um caminhão com destino ao estado do Pará para escapar do flagrante.
O perfil do agressor: Bruno já era conhecido da Justiça e possuía uma extensa ficha criminal, incluindo:
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Ameaça em contexto de violência doméstica;
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Tráfico de drogas e associação criminosa;
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Posse ilegal de arma de fogo;
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Crime contra idoso;
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Três passagens por roubo (incluindo roubo de carga).
Luto e indignação
A Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), onde Luciana trabalhava, emitiu uma nota de pesar lamentando a perda da colaboradora e repudiando a violência contra a mulher.
“A Sesa reconhece a contribuição profissional de Luciana e se solidariza com seus familiares (…) A Secretaria manifesta repúdio a toda e qualquer forma de violência contra a mulher e reafirma seu compromisso com a defesa da vida”, diz o comunicado.
O caso está sendo investigado pela 4ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Bruno Ribeiro responderá pelo crime de feminicídio.