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🧡 Ver Ofertas na ShopeeInvestigação aberta por André Mendonça (STF) apura suspeitas de tráfico de influência na Dataprev. Este é o segundo inquérito autorizado contra o filho de Lula em apenas dois dias.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta sexta-feira (31) a abertura de um novo inquérito contra o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A investigação, solicitada pela Polícia Federal (PF), apura suspeitas de tráfico de influência em negócios vinculados à Dataprev, estatal responsável pela gestão de dados sociais do governo federal.
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Este é o segundo inquérito autorizado por Mendonça contra Lulinha em um intervalo de 48 horas. Na quinta-feira (30), o ministro já havia atendido a um pedido da PF para investigar a atuação do empresário na tentativa de venda de cannabis medicinal ao Ministério da Saúde.
Em ambas as frentes, as suspeitas envolvem a proximidade de Lulinha com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, apontado como operador de desvios em aposentadorias na Operação Sem Desconto.
Suspeitas e o pedido da Polícia Federal
Neste novo inquérito, a PF busca apurar se Lulinha utilizou seu acesso à Dataprev para favorecer o empresário Cleber Ribas de Oliveira, sócio da 3STRUCTURE IT.
De acordo com o relatório policial, o empresário teria financiado ao menos uma viagem de Lulinha em troca de facilitação na prospecção de contratos com o governo federal.
Paralelamente, os investigadores analisam se o filho do presidente interferiu no Ministério da Saúde em benefício da World Cannabis, empresa ligada ao “Careca do INSS”, para venda de remédios à base de canabidiol no SUS. O contrato em questão não chegou a ser concretizado.
O que diz a defesa de Lulinha
O advogado Marco Aurélio de Carvalho, responsável pela defesa de Lulinha, classificou a abertura do inquérito como “lamentável” e acusou a PF de promover interferência política:
“A Polícia Federal segue empreendendo esforços na perspectiva de tentar interferir no processo eleitoral. É absolutamente lamentável. Não há qualquer fato que justifique a abertura de qualquer tipo de inquérito contra o Fábio Luís. Nós vamos comprovar que não há qualquer relação, direta ou indireta, com irregularidades”, declarou.
O defensor acusou ainda a corporação de praticar fishing expedition (pesca probatória): “Como não encontraram nada na investigação das fraudes do INSS, agora procuram em outro lugar. Isso é grave”, concluiu.
Bastidores e tensão entre PF e STF
A decisão de André Mendonça ocorre em meio a uma crise institucional entre o ministro e a Polícia Federal. A corporação acionou a Advocacia-Geral da União (AGU) para contestar medidas de controle impostas pelo magistrado sobre a Operação Sem Desconto.
Mendonça ordenou que todos os atos da apuração sejam anexados imediatamente ao processo em seu gabinete e exigiu aviso prévio caso qualquer policial da equipe seja afastado.
O pedido para a nova investigação deu entrada no STF na sexta-feira (24). Inicialmente remetido ao presidente em exercício da Corte, Alexandre de Moraes, o caso passou pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que opinou pela livre distribuição. O processo acabou sorteado para o próprio gabinete de Mendonça.















































































