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O bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, foi preso na manhã desta quinta-feira (26) em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. Considerado um dos criminosos mais procurados do estado, ele era alvo de buscas há anos. (Vídeo no final da matéria).
A prisão foi realizada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco/RJ), que reúne agentes da Polícia Federal (PF) e da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, com apoio do Ministério Público Federal.
Segundo as investigações, Adilsinho integra a cúpula do jogo do bicho no Rio e controla áreas da Zona Sul, do Centro e da Zona Norte da capital. Ele também é apontado como o maior produtor e distribuidor de cigarros falsificados no estado. Contra o contraventor havia pelo menos quatro mandados de prisão em aberto.
Um policial militar, identificado como Diego Darribada Rebello de Lima, também foi preso. De acordo com as autoridades, ele atuava na segurança pessoal de Adilsinho.
A prisão ocorreu no âmbito da Operação Libertatis, deflagrada pela Polícia Federal em março de 2023 e que teve uma segunda fase em março de 2025. A operação tem como objetivo combater crimes como tráfico de pessoas, redução à condição análoga à de escravo, fraude no comércio, sonegação fiscal por falta de emissão de nota fiscal e crimes contra as relações de consumo.
Na primeira fase da operação, há três anos, a PF fechou uma fábrica clandestina de cigarros em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. No local, no bairro Figueiras, foram encontrados 19 trabalhadores paraguaios em condições análogas à escravidão.
Segundo a Polícia Federal, os estrangeiros estavam alojados na própria fábrica e trabalhavam em jornadas de 12 horas por dia, sete dias por semana, em dois turnos, inclusive durante a madrugada, sem descanso semanal.
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