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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (3) que o país oferecerá garantias de seguro e, se necessário, escoltas da Marinha americana para assegurar o trânsito seguro de petroleiros e outras embarcações pelo estreito de Ormuz. A medida visa evitar uma possível crise energética decorrente da escalada de tensões com o Irã.
Trump informou que a US International Development Finance Corporation (DFC) disponibilizará seguros “a um preço muito razoável” para facilitar o fluxo de energia e comércio na região. Em caso de necessidade, a Marinha dos EUA escoltará os navios.
“No importa qué suceda, Estados Unidos garantizará el FLUJO LIBRE de ENERGÍA para el MUNDO”, publicou Trump em redes sociais. O anúncio teve efeito imediato nos mercados: o preço do petróleo Brent, referência internacional, estabilizou-se em torno de 80 dólares por barril após uma sessão de forte volatilidade.
A decisão ocorre após ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã terem interrompido o tráfego de petróleo pelo estreito de Ormuz, rota estratégica que responde por cerca de 20% do fornecimento energético mundial. O conflito levou os principais clubes de seguro marítimo a suspenderem coberturas por risco de guerra na região, elevando drasticamente os custos para armadores que buscam alternativas de proteção.
O governo americano busca conter a escalada dos preços do petróleo, que poderia se tornar um problema político para Trump às vésperas das eleições legislativas de novembro. O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que a administração já antecipava o aumento do custo da energia e destacou que o secretário do Tesouro, Scott Bessent, e o secretário de Energia, Chris Wright, apresentarão um programa de contenção de preços ainda nesta terça-feira na Casa Branca.
O seguro político da DFC é voltado para cobrir perdas decorrentes de guerras, violência ou instabilidade política. Apesar de Trump não ter detalhado o mecanismo, a medida tem como objetivo reduzir a incerteza para operadores marítimos e garantir a continuidade do comércio, em meio a aumentos abruptos nos preços do petróleo provocados pelas hostilidades na região.
Macron propõe coalizão internacional para proteger rotas marítimas
O presidente da França, Emmanuel Macron, solicitou a criação de uma coalizão internacional para proteger rotas marítimas estratégicas após o aumento das tensões no estreito de Ormuz. A medida segue os ataques de Estados Unidos e Israel contra o Irã, criticados por Macron por terem ocorrido fora do marco do direito internacional.
Em discurso à televisão, Macron destacou a gravidade da crise, lembrando que o estreito de Ormuz responde por 20% do petróleo mundial, e alertou que o Canal de Suez e o Mar Vermelho também estão sob ameaça. O presidente francês anunciou ainda o reforço do dispositivo militar da França na região, como forma de proteger essas rotas essenciais para a economia global.
A proposta de Macron surge em um contexto de hostilidades crescentes entre Irã, Estados Unidos e Israel, que aumentam o risco de incidentes capazes de afetar a estabilidade do transporte marítimo em uma das regiões mais críticas para o comércio internacional.
(Com informações da Bloomberg e EFE)






















































