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O governo do Irã afirmou neste sábado (14) que o tráfego no Estreito de Ormuz permanece aberto para a maioria dos países, mas restrito a embarcações ligadas aos Estados Unidos e a Israel.
A declaração foi feita pelo ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, que afirmou que o estreito segue funcionando normalmente para outras nações.
“Na verdade, o Estreito de Ormuz está aberto”, declarou o chanceler. Segundo ele, a restrição se aplica apenas a “navios e petroleiros pertencentes aos nossos inimigos, àqueles que estão nos atacando e aos seus aliados”.
O posicionamento ocorre em meio à escalada de tensões após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar destruir a infraestrutura petrolífera iraniana na ilha de Kharg Island caso Teerã impeça a passagem segura de embarcações na região. O terminal é considerado estratégico para o país, já que cerca de 90% das exportações de petróleo iraniano passam pelo local.
Apesar das tensões, embarcações continuam atravessando a rota marítima. De acordo com a agência Reuters, dois navios petroleiros com bandeira da Índia, transportando gás liquefeito de petróleo, cruzaram o Estreito de Ormuz na manhã deste sábado.
O ministro de Portos e Navegação da Índia, Rajesh Kumar Sinha, confirmou que os navios passaram pelo estreito em segurança e seguem viagem rumo ao território indiano.
Araghchi também afirmou que algumas embarcações têm evitado a região por preocupação com a segurança, mas negou que isso seja resultado de ações diretas do Irã. Segundo ele, a decisão de evitar o trajeto parte das próprias companhias marítimas.
O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo e gás, ligando o Golfo Pérsico ao Oceano Índico. Qualquer interrupção no tráfego na região costuma provocar forte impacto nos mercados globais de energia.
