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A Audi F1 Team sofreu um duro revés logo no início da temporada 2026 da Fórmula 1. O diretor Jonathan Wheatley deixou o cargo com efeito imediato, em meio a especulações sobre uma possível transferência para a Aston Martin.
A confirmação foi feita oficialmente pela categoria, que também anunciou Mattia Binotto como novo responsável pelo comando da equipe alemã. Em comunicado, a Audi informou que a saída ocorreu por “motivos pessoais” e agradeceu ao dirigente pela contribuição no projeto.
Wheatley teve papel fundamental na transição da estrutura da Sauber para a entrada definitiva da Audi como equipe de fábrica na Fórmula 1. Sob sua gestão, o time conseguiu somar pontos logo na estreia da nova fase, com o brasileiro Gabriel Bortoleto terminando na 9ª colocação no Grande Prêmio da Austrália.
A equipe também destacou que passará por mudanças internas em sua estrutura de liderança, mas manteve o objetivo de disputar títulos até o fim da década, mirando a temporada de 2030.
A saída de Wheatley ocorre em meio a um cenário turbulento na Aston Martin. A equipe britânica enfrenta sérios problemas de desempenho e confiabilidade em 2026. O carro não conseguiu completar nenhuma das duas primeiras corridas da temporada, realizadas na Austrália e na China.
O projeto técnico liderado por Adrian Newey, considerado um dos mais bem-sucedidos da história da categoria, tem apresentado falhas críticas. Além disso, a fornecedora de motores Honda também enfrenta dificuldades no desenvolvimento das unidades de potência.
Durante a pré-temporada no Bahrein, os pilotos Fernando Alonso e Lance Stroll completaram poucas voltas, evidenciando os problemas do carro. Em uma das sessões, a equipe precisou encerrar as atividades antes do previsto por falta de peças.
Nas corridas, a situação se agravou: nenhum dos pilotos conseguiu completar as provas principais, e o desempenho no grid figura entre os piores do campeonato.
Diante do cenário negativo, surgiram rumores de que Newey poderia deixar a função de chefe de equipe para focar exclusivamente na parte técnica, abrindo espaço para a chegada de Wheatley como novo dirigente.
No entanto, o proprietário da Aston Martin, Lawrence Stroll, negou qualquer mudança. Em comunicado, ele reforçou a confiança em Newey e destacou que o engenheiro segue como peça central no projeto.
“Adrian é meu parceiro e um acionista importante. Ele lidera a parte técnica e estratégica, e temos uma relação baseada em uma visão comum de sucesso”, afirmou.
A equipe também informou que não comentará especulações sobre mudanças internas. A própria Audi havia adotado postura semelhante antes de confirmar oficialmente a saída de Wheatley.
Apesar das negativas, a movimentação nos bastidores indica que novas mudanças podem ocorrer ao longo da temporada. Enquanto a Audi busca estabilidade após a saída inesperada de seu diretor, a Aston Martin tenta reagir dentro e fora das pistas para superar um início de campeonato considerado desastroso.
