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Os Estados Unidos lançaram uma nova rodada de bombardeios classificados como de “autodefesa” contra o Irã no início da noite desta quarta-feira (10), em meio ao total travamento das negociações diplomáticas entre os dois países. Como resposta imediata, o governo iraniano afirmou ter atacado dois navios petroleiros e anunciou o fechamento do estratégico Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do suprimento global de petróleo.
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Em comunicado, o Comando Central dos EUA (Centcom) informou que, a partir das 18h15 (horário de Brasília), as forças americanas iniciaram ataques adicionais contra múltiplos alvos em território iraniano. Segundo o órgão, a ação ocorreu por ordem direta do presidente Donald Trump em retaliação à “agressão contínua e injustificada do Irã”. Até o momento, os EUA já dispararam cerca de 50 mísseis Tomahawk nesta noite.
A mídia estatal do Irã reportou fortes explosões nas regiões de Minab e Sirik, no sul do país. Sistemas de defesa aérea também foram ativados em Asaluyeh, um polo energético crucial que abriga refinarias e complexos petroquímicos, embora nenhum impacto tenha sido confirmado na área até o momento, segundo a CNN.
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O Ultimato de Trump: “Vamos bombardear de novo amanhã”
O presidente Donald Trump deixou claro que a pressão militar só irá aumentar até que Teerã ceda às exigências americanas. Em entrevista à Fox News, ele enviou um aviso explícito aos líderes iranianos:
“Nós vamos bombardear os iranianos novamente amanhã à noite se eles se recusarem a assinar o acordo proposto. […] Se não assinarem um acordo de paz, nós vamos acabar com eles no bombardeio.”
A nova ofensiva foi desenhada poucas horas antes em uma reunião de emergência na Sala de Situação da Casa Branca (Situation Room), onde Trump avaliou opções para um ataque massivo. Fontes informaram ao portal Axios que ele buscava uma operação de “grande escala, mas de curta duração”.
Apesar do tom agressivo, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que o objetivo central dos bombardeios em instalações-chave não é reiniciar uma guerra total, mas sim forçar o Irã a negociar. “Eles terão bombas caindo em instalações vitais vindas dos EUA. Não é para recomeçar a guerra, mas para definir os termos de um acordo”, declarou Hegseth.
Escalada Marítima: Bloqueio e Ataques no Estreito de Ormuz
Com a continuidade dos ataques, a sede do comando militar iraniano Khatam al-Anbiya declarou o fechamento total do Estreito de Ormuz para qualquer tráfego marítimo.
“Seguido das contínuas provocações dos criminosos Estados Unidos […], o Estreito de Ormuz está, a partir deste momento, declarado fechado para todas as embarcações, incluindo petroleiros e navios comerciais, devido à insegurança na região. Qualquer trânsito será alvo de ataques”, alertou o comando militar em nota oficial.
Pouco depois, a Marinha da Guarda Revolucionária Iraniana afirmou nas redes sociais que dois navios petroleiros que desobedeceram à ordem de restrição já foram atingidos.
Por outro lado, o Centcom contestou publicamente o bloqueio e garantiu que o tráfego continua normal. “Navios comerciais seguem transitando para dentro e para fora do Estreito de Ormuz esta noite”, publicou o comando americano. Trump também minimizou a capacidade de reação do Irã, afirmando que as forças locais não conseguem detectar os navios porque muitos de seus radares foram destruídos pelas forças aliadas.
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Os Pontos de Impasse que Travam a Paz
As negociações mediadas pelo Catar fracassaram após uma sucessão de ataques nos últimos dias. Na segunda-feira (8), forças iranianas derrubaram um helicóptero americano Apache (os dois tripulantes foram resgatados). Os EUA responderam bombardeando centros de comando na terça-feira (9), e o Irã contra-atacou bases americanas na Jordânia e no Bahrein nesta quarta-feira (10).
Atualmente, o acordo de paz está completamente travado por três exigências complexas:
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Uranício Enriquecido: Trump exige que o Irã entregue todo o seu estoque de urânio altamente enriquecido, que está a um curto passo técnico de se tornar matéria-prima para armas nucleares. O Irã recusa e afirma que o uso é pacífico.
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Sanções e Ativos: O Irã exige o fim imediato das sanções econômicas americanas e a liberação de seus ativos financeiros congelados no exterior antes de assinar qualquer termo, o que os EUA rejeitam.
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Hezbollah e Israel: Teerã exige que o acordo inclua o fim dos combates entre seu aliado, o Hezbollah, e Israel. Contudo, o governo israelense intensificou sua campanha militar contra o grupo extremista no Líbano, ignorando os apelos.
Diante do Conselho de Segurança da ONU, o embaixador do Irã, Amir Saeid Iravani, reforçou a postura irredutível de seu país: “O Irã nunca negociou sob ameaças e pressão, e nunca se submeterá a pressões ou questionamentos”.
Em meio ao cenário de guerra iminente na região, o presidente dos EUA demonstrou otimismo ao comentar sobre seu aniversário de 80 anos, que ocorre no próximo domingo. Trump afirmou que, apesar dos bombardeios atuais, seu desejo é ver a “paz no mundo” na mesma data em que planeja sediar uma luta de vale-tudo (estilo cage fight) nos jardins da Casa Branca.

























































