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A Polícia Federal (PF) comunicou oficialmente à defesa do banqueiro Daniel Vorcaro que rejeitou, pela segunda vez, sua proposta de acordo de delação premiada. A recusa foi formalizada por meio de um e-mail enviado aos advogados do empresário na noite de quarta-feira (10). De acordo com os investigadores, o novo texto apresentado não trouxe informações úteis para o avanço dos trabalhos, uma vez que o conteúdo oferecido já era de total conhecimento das autoridades.
Vorcaro, que é o dono do Banco Master — instituição financeira que sofreu decretação de liquidação pelo Banco Central em novembro do ano passado e passou a ser comandada por um liquidante oficial —, recebeu a notícia da rejeição nesta quinta-feira (11). Ele foi informado por seus próprios defensores durante uma visita à superintendência da PF em Brasília, local onde cumpre prisão preventiva.
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O nó da investigação: A falta de provas e o rombo de R$ 60 bilhões
A insatisfação da PF com o andamento das negociações já havia sido transmitida previamente ao advogado Sérgio Leonardo, chefe da defesa do banqueiro, e também à equipe do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, que acompanha os desdobramentos jurídicos do caso.
De acordo com fontes ligadas à investigação, o maior obstáculo para a validação do acordo tem sido a incapacidade do ex-banqueiro de corroborar os seus relatos com provas materiais substanciais. Investigadores apontam que o fato de Vorcaro estar atrás das grades limita seu acesso a documentos internos e sigilosos do próprio banco, peças consideradas fundamentais para validar o que ele afirma em depoimento.
A PF e a Procuradoria-Geral da República (PGR) vinham pressionando o empresário para fechar um plano de ressarcimento em curto prazo no valor de R$ 60 bilhões, montante que ele é acusado de ter desviado por meio de fraudes financeiras complexas dentro do Banco Master.
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Idas e vindas e a última cartada na PGR
A negociação para a colaboração premiada de Vorcaro tem sido marcada por forte instabilidade. Após recusar a versão inicial da delação, a Polícia Federal chegou a voltar à mesa de negociações uma semana depois. Na ocasião, o ministro André Mendonça autorizou o retorno do ex-banqueiro a uma cela especial na superintendência da PF em Brasília, espaço que ele utilizava especificamente para construir os relatos do acordo junto aos seus advogados.
Diante do primeiro travamento, a defesa de Vorcaro sinalizou às autoridades que estava disposta a reformular as cláusulas e apresentar um novo texto. O documento foi entregue no início desta semana, mas acabou fulminado pela mensagem eletrônica da PF na quarta-feira (10).
Com as portas fechadas junto à Polícia Federal, os advogados de Daniel Vorcaro agora concentram todos os seus esforços e apostam suas últimas fichas na Procuradoria-Geral da República (PGR). O órgão independente também possui autonomia para firmar acordos de colaboração premiada e ainda mantém sob análise a proposta estruturada pelo banqueiro.

















































