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🧡 Ver Ofertas na ShopeeOs investigadores federais trabalham para determinar o que falhou no pouso do avião de carga que se acidentou no domingo (6) no Aeroporto Internacional de Miami. A aeronave, um Boeing 767-300 operado pela 21 Air para a Amazon, saiu da pista, atingiu veículos em uma via adjacente e pegou fogo, deixando ao menos cinco mortos e cinco feridos.
A Junta Nacional de Segurança no Transporte (NTSB) e a Administração Federal de Aviação (FAA) abriram investigações formais sobre o acidente do voo 7598, que havia partido de San Juan, em Porto Rico. A presidente da NTSB, Jennifer Homendy, convocou uma entrevista coletiva para detalhar o plano de trabalho dos investigadores.
Possível erro no pouso
Um dos fatores analisados com mais atenção é se a aeronave tocou o solo dentro da zona de pouso estabelecida. Em condições normais, o contato com a pista ocorre nos primeiros 914 metros. O especialista em segurança aérea Steve Arroyo afirmou à Associated Press que, se o avião ultrapassou essa distância antes de tocar o solo, os pilotos deveriam ter abortado a aterrissagem e realizado uma nova aproximação.
Vídeos divulgados nas redes sociais mostram a aeronave sobrevoando a pista sem baixar o nariz por um período prolongado. A ex-inspetora-geral do Departamento de Transporte dos EUA, Mary Schiavo, apontou que a imagem sugere que o avião “flutuou” sobre a pista sem conseguir tocar o solo no ponto adequado, e lembrou que ventos fortes na região podem ter contribuído para o deslizamento. Dados do Flightradar24 indicam que a aeronave circulava a cerca de 210 km/h quando abandonou a porção utilizável da pista.
Histórico da aeronave e estrutura do aeroporto
O Boeing 767-300 foi fabricado em 1994 e operou como avião de passageiros por mais de duas décadas antes de ser convertido para transporte de carga em 2015. A 21 Air começou a operar o modelo para a Amazon em 2024. Como a aeronave teve proprietários estrangeiros no passado, incluindo uma empresa russa, o histórico de manutenção será esmiuçado.
O Aeroporto Internacional de Miami — principal terminal de carga internacional dos EUA — não possui leitos de material compressível no final das pistas, sistemas de arresto que a FAA certifica em mais de 120 aeroportos do país e que já salvaram centenas de vidas em incidentes semelhantes. A ausência desse equipamento é um ponto central na apuração.
Vítimas e impactos
O avião ultrapassou o limite do aeroporto e parou próximo a uma via de serviço, atingindo veículos. O chefe dos Bombeiros de Miami-Dade, Raied Jadallah, informou que várias pessoas ficaram presas nos carros, além do piloto e do copiloto. Dos feridos, três foram internados em estado crítico.
O acidente paralisou as operações do aeroporto por cerca de três horas, resultando no cancelamento de 187 voos e no acúmulo de mais de 325 atrasos. O secretário de Transporte dos EUA, Sean Duffy, alertou os passageiros sobre transtornos na malha aérea. O presidente da 21 Air, Keith Winters, declarou que a empresa está devastada pelo ocorrido, enquanto a Amazon informou que coopera totalmente com as autoridades.



















































































