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🧡 Ver Ofertas na ShopeeDiscussão ocorreu após Dino interromper a fala de Dias Toffoli; Fachin cobrou que o colega pedisse a palavra à Presidência, e Dino respondeu que seguiria o Regimento Interno da Corte.
A sessão plenária extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF) que decide se autoriza a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes foi marcada por um bate-boca entre o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, e o ministro Flávio Dino. A discussão ocorreu no início do julgamento desta terça-feira (15), depois que Dino interrompeu a manifestação do ministro Dias Toffoli.
🚨URGENTE – Fachin e Flávio Dino batem boca no meio do julgamento de Alexandre de Moraes
Fachin – “Vossa excelência tem que pedir a palavra a presidência! É o que eu estou dizendo!”
Dino – “eu vou seguir o regimento interno” pic.twitter.com/vXPrCYnlWx
— SPACE LIBERDADE (@NewsLiberdade) September 15, 2026
Toffoli falava sobre sua decisão de se afastar da relatoria do caso e de se declarar suspeito no julgamento. Em determinado momento, ele citou uma sugestão que teria recebido de Dino para que deixasse a condução do processo. “Naquela data, por sugestão do colega Flávio Dino, para preservar a Corte em razão das repercussões que ocorriam em relação àquele relatório, que me afastasse da relatoria. Assim o fiz”, disse Toffoli.
Ao ser citado, Dino interrompeu a fala do colega: “Já que Vossa Excelência me homenageou com citação correta…” Fachin, então, interveio para cobrar o cumprimento das regras para o uso da palavra.
“Tem que pedir a palavra à Presidência”
O diálogo entre os dois ministros foi registrado no plenário. Fachin afirmou: “Ministro Flávio, gostaria de combinar que a palavra seja sempre pedida à Presidência”. Dino respondeu: “Presidente, eu vou seguir o Regimento Interno da Corte”. Fachin insistiu: “Tem que pedir a palavra à Presidência, é o que estou dizendo”. Dino repetiu: “Eu vou seguir o Regimento Interno da Corte”. O presidente do STF então respondeu: “Pois Vossa Excelência terá a palavra porque estou lhe concedendo”.
Após a concessão, Dino iniciou sua manifestação, saudou Fachin e os demais integrantes do Supremo e elogiou a decisão de Toffoli de deixar a relatoria e de se declarar impedido no julgamento.
Abertura da sessão
Antes do bate-boca, Fachin abriu a sessão com um discurso em que pediu serenidade aos colegas e afirmou que o STF atravessa um “período difícil de sua história”. “Não se julgam pessoas; julgam-se fatos e questões jurídicas. Não se antecipa o mérito antes de resolvida a validade processual. A divergência é legítima; o confronto pessoal não”, declarou. O presidente da Corte também ressaltou que “a decisão pertence ao Plenário, não a um Ministro individualmente”.
Fachin citou ministros afastados pela ditadura militar, como Victor Nunes Leal, Hermes Lima e Evandro Lins e Silva, para defender a preservação institucional da Corte. “Mas este não é um dia comum. Somos seres humanos. Podemos errar”, afirmou.
O que está em julgamento
O plenário analisa o relatório da Polícia Federal que reuniu 52 mensagens enviadas por Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, a Moraes nos dias que antecederam a prisão do banqueiro, em novembro de 2025. O documento também apontou edições do ministro em um contrato de R$ 130 milhões com o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes.
Antes de discutir se o conteúdo justifica a abertura de uma investigação contra Moraes, o plenário deverá se manifestar sobre o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para anular o relatório da Polícia Federal. A PGR argumenta que André Mendonça determinou a produção do documento sem que houvesse pedido prévio do Ministério Público ou da própria PF e sem submeter a medida anteriormente ao plenário.
A sessão ocorre em meio a uma tensão na Corte, com trocas de ofícios entre ministros, disputa pelo acesso às provas e questionamentos sobre a condução das investigações feitas por Mendonça. Na segunda-feira (14), a PF informou que entregou cópias dos dados extraídos do celular de Vorcaro aos gabinetes de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes.
A sessão é transmitida ao vivo pela TV Justiça, Rádio Justiça e pelo canal oficial do STF no YouTube. Celulares estão proibidos no plenário e são lacrados em sacolas de segurança.

































































