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🧡 Ver Ofertas na ShopeeDecano acusa relator do caso Master de ter “viés político-eleitoral” e diz que ele não “merece respeito”; Mendonça rebate chamando o colega de “leviano” durante sessão histórica no STF
Os ministros Gilmar Mendes e André Mendonça protagonizaram um duro confronto no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (15), durante a sessão que analisa a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes por sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. (Vídeo no final da matéria).
O embate começou quando Gilmar Mendes afirmou que “até as pedras sabem” que Mendonça conduziu o caso com “viés político-eleitoral”. O decano apontou que o colega retirou o sigilo das mensagens antes do 7 de Setembro para que o tema fosse explorado em manifestações. “Com toda a sinceridade, a escolha da data, todo esse cenário envolveu essa Corte em campanha eleitoral…”, disse Gilmar.
Mendonça interrompeu: “Vossa Excelência está sendo leviano”. Gilmar continuou a fala enquanto Mendonça repetia “Leviano, leviano”. O decano então pediu silêncio ao colega: “Vossa Excelência não tem a palavra e vai escutar com tranquilidade. Há evidente condução político-eleitoral”, gritou Gilmar, acrescentando: “Isto não se faz. Pessoas decentes não fazem isso”.
A resposta de Mendonça foi imediata: “Não aponte o dedo para mim. Não está falando com qualquer um. Respeite este tribunal”. Gilmar rebateu: “Quem não se dá o respeito não merece respeito”.
O decano prosseguiu, dizendo que houve uma tentativa de arrastar o STF para a seara eleitoral. “É de uma desfaçatez de fazer corar um frade de pedra. Em nome de Deus, como em nome de Deus já se fez muita patifaria”, afirmou.
Outros atritos na sessão
O confronto entre Gilmar e Mendonça não foi o único momento de tensão. Antes, o presidente da Corte, Edson Fachin, já havia aberto a sessão apenas para que os colegas se manifestassem sobre eventuais impedimentos — Nunes Marques e Dias Toffoli declararam suspeição e não votarão. Houve também trocas de farpas entre Fachin e Flávio Dino, e Mendonça trocou acusações com Moraes.
Contexto do julgamento
A sessão analisa o relatório da Polícia Federal que reuniu 52 mensagens enviadas por Daniel Vorcaro a Moraes nos dias que antecederam a prisão do banqueiro, em novembro de 2025. O documento também aponta edições do ministro em um contrato de R$ 131 milhões com o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes.
Os ministros decidem se autorizam a abertura de uma investigação contra Moraes e se o relatório da PF é válido ou deve ser anulado, conforme pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). Esta é a primeira vez que o STF se reúne para deliberar sobre a abertura de inquérito contra um de seus próprios membros.
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