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🧡 Ver Ofertas na ShopeeRobôs autônomos que realizam entregas de refeições a domicílio nos Estados Unidos estão no centro de um debate sobre privacidade e inteligência artificial. As empresas Coco Robotics e Serve Robotics enfrentam ações coletivas na Justiça de Illinois sob a acusação de coletar dados biométricos de clientes que recebem os pedidos, sem a devida autorização prévia.
As denúncias foram apresentadas no condado de Cook, em Chicago, e apontam suposta violação da rigorosa Lei de Privacidade de Informação Biométrica de Illinois. Segundo os autores das ações, os dispositivos não utilizam suas câmeras e sensores apenas para navegar pelas ruas e evitar obstáculos, mas também para registrar características físicas das pessoas que se aproximam para retirar a comida.
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Captura de feições e acusações de clientes
Os robôs das duas companhias contam com câmeras de alta resolução e sensores LiDAR — tecnologia que utiliza pulsos de luz laser para mapear o ambiente em três dimensões. De acordo com os processos, os equipamentos registrariam a geometria do rosto, da cabeça e das mãos dos usuários durante o recebimento dos pacotes.
Em um dos casos citados na ação, um cliente que realizou um pedido pelo aplicativo DoorDash recebeu a entrega por um robô da Coco Robotics sem ter optado por essa modalidade. Ele alega que suas feições físicas e dimensões corporais foram gravadas, enquanto um operador humano supervisionava a entrega remotamente em tempo real.
Outra ação, que envolve entregas feitas para a plataforma Uber Eats via Serve Robotics, questiona o destino das gravações e dados captados. Os autores levantaram a hipótese de que as informações pessoais estariam sendo armazenadas para treinar modelos de inteligência artificial ou compartilhadas com terceiros.
O que dizem as empresas e a legislação
Em nota, a Coco Robotics classificou as acusações como infundadas e negou a coleta de dados biométricos de moradores de Chicago. A Serve Robotics defendeu que suas câmeras e sensores servem exclusivamente para a navegação segura dos dispositivos pelas calçadas e vias públicas, garantindo que o sistema não constrói perfis de identificação pessoal.
A legislação de Illinois exige que qualquer empresa que pretenda obter dados biométricos informe o usuário por escrito sobre a finalidade e a duração do armazenamento dos dados, obtendo consentimento prévio formal.
O imbróglio jurídico ocorre em meio ao programa-piloto de entregas autônomas em Chicago, previsto para operar até maio de 2027. O desfecho das ações pode criar um precedente regulatório para o uso de robôs, sensores e reconhecimento de imagem no setor de serviços automatizados em todo o país.
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