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🧡 Ver Ofertas na ShopeeEmpresa de inteligência artificial de Elon Musk quer comprar 418 propriedades vizinhas a data center; contrato exige que moradores não adiram a processo judicial por barulho excessivo.
A xAI, empresa de data centers e inteligência artificial de Elon Musk responsável pelo desenvolvimento do robô Grok, está negociando a compra de 418 propriedades no bairro Colonial Hills, em Southaven, no estado americano do Mississippi. O bairro fica localizado a menos de um quilômetro da usina de energia que abastece o complexo de processamento da companhia.
Segundo reportagem do jornal The Guardian, corretores imobiliários estão visitando as residências de porta em porta para oferecer propostas de compra em nome da empresa. A negociação traz uma exigência central: os proprietários devem assinar um compromisso de não aderir à ação coletiva movida por moradores contra a contaminação sonora provocada pelas turbinas a gás da instalação.
A MZX, subsidiária da xAI que opera o complexo Colossus, distribuiu uma carta aberta aos residentes informando que “requer propriedades para seus fins comerciais”. O prefeito de Southaven, Darren Musselwhite, declarou que as moradias serão destinadas ao abrigamento de funcionários à medida que as operações se expandirem. O próprio Musk tem permanecido na região quatro noites por semana para acompanhar de perto a construção da infraestrutura.
A cláusula contestada e o impacto do ruído
O ponto mais sensível das negociações é a obrigação de renunciar ao processo judicial em andamento. Os complexos de processamento Colossus 1 e 2 enfrentam questionamentos comunitários desde o início das atividades, sobretudo pelo uso de turbinas a gás operadas sem todas as licenças definitivas e pelas emissões de poluentes atmosféricos.
A xAI prometeu desativar e retirar as turbinas temporárias no prazo de um ano, em paralelo à conclusão de sua própria usina de 1,2 gigawatt. Contudo, a promessa não cessou as reclamações sobre o ruído contínuo.
“Soa como o motor de um avião, mas é contínuo, é incrivelmente alto. Já me acordou às duas ou três da manhã. Às vezes tenho que me afastar porque fico muito furiosa”, relatou Elizabeth Rose, professora de piano que vive a poucos quilômetros do local.
Jason Haley, um dos autores da ação coletiva, descreveu situação semelhante: “Há um zumbido agudo e depois outro som como o de um avião sobre a sua casa. Tem sido tão insuportável que não consigo dormir; saio de casa ou coloco música até ficar completamente exausto”.
Posicionamento da empresa e da prefeitura
A xAI negou irregularidades e afirmou ter ajustado a potência de saída dos equipamentos, além de ter instalado barreiras de isolamento acústico para mitigar os impactos no entorno. O prefeito Musselwhite informou que as medições municipais não registraram violações do limite local de 70 decibéis.
Entre os moradores, a receptividade à proposta é dividida: enquanto parte aceitou vender os imóveis para se mudar da área impactada, outros comércios locais apontam crescimento econômico com a chegada dos empreendimentos. O prefeito descartou que a operação vise criar uma cidade corporativa, definindo a compra como uma oferta de boa vontade para os residentes incomodados com a vizinhança industrial.
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