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O ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho afirmou que está disposto a disputar uma eventual eleição direta para o chamado mandato-tampão no estado. A declaração ocorre após o partido Republicanos indicar seu nome como possível candidato, caso o Supremo Tribunal Federal (STF) decida que a escolha do novo governador deve ser feita pelo voto popular.
A movimentação acontece dias depois de o ministro Cristiano Zanin anular a condenação de Garotinho na Operação Chequinho, decisão que o tornou novamente elegível. Apesar disso, o caso ainda não está totalmente encerrado e segue em disputa judicial, com recursos apresentados pelo Ministério Público Eleitoral e pela Procuradoria-Geral da República.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Garotinho criticou a possibilidade de uma eleição indireta, feita pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Segundo ele, esse modelo beneficiaria grupos envolvidos em escândalos recentes no estado.
“Estou pronto para enfrentar essa máfia que está dominando o Rio de Janeiro (…) caso seja o desejo da população e essa seja a decisão do Supremo Tribunal Federal”, afirmou. Ele também agradeceu ao Republicanos pela indicação e disse que pretende honrar a confiança caso a eleição seja direta.
Garotinho governou o estado entre 1999 e 2002 e havia sido condenado a mais de 13 anos de prisão por crimes como corrupção eleitoral e associação criminosa. As acusações estavam ligadas à Operação Chequinho, que investigou o uso do programa social Cheque Cidadão para suposta compra de votos nas eleições de 2016, em Campos dos Goytacazes.
De acordo com o Ministério Público Eleitoral, o benefício teria sido usado para influenciar eleitores de baixa renda a apoiar candidatos ligados ao grupo político do ex-governador. Na época, a prefeitura da cidade era comandada por Rosinha Matheus, esposa de Garotinho.
O STF deve julgar nesta quarta-feira (8) as regras para a escolha do novo governador do Rio de Janeiro. A Corte vai decidir se a eleição será direta, com participação da população, ou indireta, realizada pela Alerj.
A definição ocorre após a cassação e inelegibilidade do então governador Cláudio Castro, do ex-vice Thiago Pampolha e do ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar. Até que a situação seja resolvida, o presidente do Tribunal de Justiça do estado, Ricardo Couto, ocupa interinamente o cargo de governador.
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