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Ronnie Lessa expulso PM
Foto: Divulgação

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Ronnie Lessa é expulso da PM quatro anos após morte de Marielle Franco

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Preso pela acusação de matar a vereadora Marielle Franco (Psol) e o motorista Anderson Gomes, o sargento da reserva Ronnie Lessa foi expulso da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ).

A informação foi publicada no boletim interno da corporação de quarta-feira (8) e acontece 4 anos após o crime.

O boletim da PMRJ afirma que ele descumpriu preceitos éticos e estatutários que devem ser cumpridos pelos oficiais da corporação.

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Lessa respondia a um processo disciplinar desde 2021, quando foi condenado por destruição de provas que estariam relacionadas à morte de Marielle e Anderson.

O agora ex-PM e outros acusados jogaram armas no mar da Barra da TIjuca (RJ), quase 1 ano após a morte da vereadora e do motorista, segundo o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).

A Justiça do Rio afirma que é possível que, entre as armas despejadas, estivesse a submetralhadora usada nas mortes.

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De acordo com a investigação do MPRJ, as armas foram retiradas de um apartamento de Ronnie Lessa na Taquara, na Zona Oeste do Rio, dias antes da sua prisão, em 2019. As armas nunca foram encontradas.

O documento da PMRJ com a expulsão de Lessa destaca que o agora ex-PM se encontra “desvencilhado da ética e da moral que regem a Bicentenária Instituição, tornando-se incapaz de permanecer nas fileiras inativas da Corporação”.

A determinação caracteriza a conduta de Ronnie Lessa como “execrável” e destaca que, ao longo do processo disciplinar, ele teve a oportunidade de se defender: “Nota-se que com a sua execrável conduta, descumpriu preceitos éticos e estatutários em vigor, mormente o preconizado no parágrafo único do art. 14 da Portaria/PMERJ n.º 254 – IR -22, de 07 de abril de 2005, que trata acerca das Instruções reguladoras para aquisição, registro, transferência, porte, transporte, extravio, furto, roubo, acautelamento e devolução de armas de fogo e munições de policiais militares”.

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Lessa também foi condenado, em setembro do ano passado, a mais de 13 anos de prisão por comércio ilegal de armas.

A pena se refere a 117 peças de fuzis incompletas localizadas na casa de um amigo do militar, que foi absolvido.

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