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🧡 Ver Ofertas na ShopeePresidente da estatal afirma que descoberta é “absolutamente relevante”, mas ressalta que viabilidade comercial ainda depende de testes; exploração pode colocar o Brasil como 5º maior produtor mundial
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, confirmou neste domingo (16) que a descoberta anunciada pela estatal na Margem Equatorial é, de fato, petróleo. A empresa já tem amostras do material em mãos. A informação foi divulgada em entrevista à CNN, confirmando a expectativa gerada na última sexta-feira (14), quando a Petrobras comunicou a identificação de “presença de hidrocarbonetos” em um poço no bloco FZA-M-59, localizado a 175 quilômetros da costa do Amapá.
“O que nós encontramos de fato é petróleo. Já temos amostra desse petróleo em mãos. Neste momento, temos uma descoberta absolutamente relevante. O petróleo já está amostrado, nós já vimos esse petróleo e ele já está nas nossas mãos para levar ao laboratório”, declarou Magda.
Viabilidade comercial ainda passará por testes
Apesar do anúncio, a presidente da Petrobras ressaltou que a descoberta, por si só, não garante a exploração econômica na região. A empresa ainda precisa finalizar a perfuração do poço para avaliar o volume do reservatório.
“Não quer dizer ainda uma descoberta comercial. Nós precisamos continuar a perfuração desse poço até o fundo e depois perfurar outros poços, que chamamos de poços de delimitação, para sabermos a quantidade real de petróleo e nos prepararmos para o desenvolvimento dessa descoberta”, explicou.
Potencial para colocar o Brasil entre os maiores produtores
Magda Chambriard defendeu que a eventual exploração da Margem Equatorial pode posicionar o Brasil como o 5º maior produtor mundial de petróleo. Estimativas do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2035, divulgado pelo governo em julho, indicam que a Margem Equatorial pode conter reservas de pelo menos 41 bilhões de barris.
Atualmente, o país ocupa a 7ª posição no ranking global de produção, patamar alcançado com o avanço do pré-sal.
Declínio do pré-sal e risco à autossuficiência
A Petrobras projeta que a capacidade produtiva do pré-sal começará a declinar a partir de 2034. Caso o Brasil não abra novas frentes de exploração, pode ser forçado a voltar a importar petróleo.
“O pré-sal está perdendo a sua força, entrando em declínio. Se nós não repusermos reservas, estaremos fadados a perder a autossuficiência em petróleo e toda a receita que ele nos proporciona, lembrando que o petróleo é, há dois anos seguidos, o principal produto da pauta de exportação brasileira”, afirmou Magda.
Projeções do governo federal indicam que o Brasil pode voltar a ser importador líquido de petróleo a partir de 2040 se não avançar na exploração de novas fronteiras energéticas.























































































