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Julgamento de ex-policiais acusados de matar Genivaldo começa hoje em Sergipe

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O julgamento dos três ex-policiais rodoviários federais acusados de matar Genivaldo de Jesus Santos começa nesta terça-feira, às 8h, no Fórum Estadual de Estância, em Sergipe. O Tribunal do Júri terá uma duração prevista de sete dias e ocorrerá sob a presidência do juiz federal Rafael Soares Souza, responsável pela 7ª Vara Federal em Sergipe.

Paulo Rodolpho Lima Nascimento, Kléber Nascimento Freitas e William de Barros Noia enfrentam acusações de tortura e homicídio triplamente qualificado pela morte de Genivaldo, ocorrida durante uma abordagem policial em Umbaúba (SE), em maio de 2022. A vítima foi asfixiada com o uso de gás lacrimogêneo enquanto estava dentro de uma viatura policial, situação que gerou grande repercussão e protestos.

O Tribunal do Júri será composto por sete jurados, cidadãos comuns, que têm a responsabilidade de decidir o destino dos réus com base nas provas e nos argumentos apresentados pelas partes envolvidas. O Ministério Público Federal e as defesas de ambos os lados também terão oportunidade de se manifestar durante o julgamento. Ao final, os jurados decidirão se os réus serão absolvidos ou condenados pela morte de Genivaldo, com o juiz determinando posteriormente as penas.

Para o julgamento, foram estabelecidas regras rígidas para a entrada no plenário. Menores de 18 anos não poderão assistir à sessão, e o uso de camisetas ou faixas relacionadas ao caso será proibido, exceto para familiares da vítima e dos réus, desde que discretamente. O público poderá acompanhar o julgamento, mas o uso de celulares será permitido apenas em modo silencioso, sendo proibido filmar ou gravar áudio durante as sessões. Importante destacar que não haverá transmissão online do júri.

Durante as investigações, a perícia realizada pela Polícia Federal apontou que Genivaldo passou 11 minutos e 27 segundos em um espaço fechado e repleto de gases tóxicos, dentro da viatura policial. A liberação de gás lacrimogêneo no interior do veículo provocou a presença de monóxido de carbono e ácido sulfídrico. Embora a concentração de monóxido de carbono tenha sido considerada pequena, a de ácido sulfídrico foi significativamente maior, podendo ter causado convulsões e dificuldades respiratórias.

Além disso, a perícia concluiu que o estresse e o esforço físico durante a abordagem policial aceleraram a respiração de Genivaldo, intensificando os efeitos tóxicos dos gases. O resultado final foi um colapso pulmonar que contribuiu para sua morte.

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