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O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, foi entregue às autoridades brasileiras e chegou ao Brasil na noite desta sexta-feira (26), após ser detido no Paraguai. Ele havia sido preso no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, pouco antes de embarcar em um voo internacional.
Segundo informações oficiais, Silvinei foi interceptado antes do embarque em uma das duas rotas diárias que ligam o Paraguai ao Panamá. As autoridades locais ainda apuram em qual dos voos — com partidas às 1h44 ou às 6h42 — ele pretendia viajar.
Após a prisão, o governo paraguaio iniciou imediatamente os trâmites para a expulsão sumária do brasileiro. O procedimento foi adotado porque Silvinei entrou no país de forma irregular e tentou utilizar documentos que não correspondiam à sua identidade real, o que viola a legislação migratória local.
Escoltado pela polícia paraguaia, Silvinei foi levado de carro até Cidade do Leste, onde passou pelos procedimentos de aduana antes de cruzar a fronteira. Ele chegou ao local algemado e com o rosto coberto por um capuz — medida padrão adotada pelo Paraguai em casos de expulsão de estrangeiros.
Em seguida, Silvinei foi entregue à Polícia Federal brasileira e encaminhado à sede da corporação em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná.
Condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 24 anos e seis meses de prisão no processo que apurou a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, Silvinei foi flagrado portando documentos paraguaios falsos, incluindo carteira de identidade e passaporte em nome de “Julio Eduardo”. Durante a verificação, autoridades paraguaias constataram, por meio da comparação de fotos, numeração e impressões digitais, que o portador dos documentos não era a pessoa indicada nos registros oficiais.
De acordo com o diretor de Migrações do Paraguai, Jorge Kronawetter, Silvinei acabou confessando que os documentos apresentados não eram seus. Ele destacou que a expulsão foi motivada por duas infrações previstas na lei migratória paraguaia: a entrada irregular no país e o uso de identidade falsa.
Kronawetter explicou ainda que a decisão de expulsão, e não de prisão para extradição, ocorreu porque não havia contra Silvinei um mandado de prisão válido no Paraguai nem ordem de captura internacional emitida pela Interpol.
O Ministério Público paraguaio agora investiga a origem dos documentos utilizados pelo ex-diretor da PRF para apurar se eles foram extraviados ou roubados.