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Decisão ocorre após operação que mirou o dono da instituição, Daniel Vorcaro, e prendeu seu cunhado. Ministro também alterou destino de bens apreendidos, que agora ficarão sob tutela da PGR.
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta sexta-feira (16) a extensão do prazo para as investigações sobre supostas irregularidades no Banco Master. Atendendo a um pedido da Polícia Federal (PF), o relator concedeu mais 60 dias para a conclusão do inquérito, que tramita sob sigilo de Justiça.
Em sua decisão, Toffoli afirmou que as justificativas apresentadas pelos investigadores para a continuidade dos trabalhos são válidas: “Considero que as razões apontadas para prorrogação, por mais 60 (sessenta) dias, devem ser deferidas”, escreveu o ministro.
Novas frentes de investigação
A PF justificou a necessidade de mais tempo devido à descoberta de evidências de novos ilícitos que teriam sido cometidos por Daniel Vorcaro, dono do banco. As diligências anteriores tinham um objeto mais restrito, mas o material colhido recentemente ampliou o escopo da apuração.
O inquérito ganhou tração após a operação realizada na última quarta-feira (14), que teve como principais alvos:
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Daniel Vorcaro: Dono do Banco Master (alvo de busca e apreensão);
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Fabiano Campos Zettel: Investidor e cunhado de Vorcaro (preso temporariamente);
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Nelson Tanure: Empresário;
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João Carlos Mansur: Ex-presidente da Reag Investimentos.
Mudança na custódia das provas
Toffoli também definiu o destino dos itens apreendidos na operação, como celulares, computadores e documentos. Inicialmente, o magistrado havia determinado que o material ficasse lacrado na sede do STF. No entanto, o ministro mudou de entendimento e decidiu que a custódia do material ficará com a Procuradoria-Geral da República (PGR).
Além disso, o ministro indicou peritos da própria PF para acompanhar a extração e perícia dos dados, garantindo a continuidade técnica do processo enquanto a PGR mantém a tutela física das evidências.