Entre nos nossos canais do Telegram e WhatsApp para notícias em primeira mão. Telegram: [link do Telegram]
WhatsApp: [link do WhatsApp]
A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, finalizou os anexos da proposta de delação premiada e entregou o material à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR). O material foi entregue em um pen drive às autoridades no fim da terça-feira (5). O ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), foi avisado da entrega.
O que Vorcaro precisa entregar
Caso o banqueiro siga com o acordo, ele terá de oferecer informações verdadeiras, verificáveis e úteis, capazes de contribuir concretamente com o avanço das investigações sobre o Banco Master. Não bastará fornecer apenas relatos genéricos.
As recompensas previstas em lei
A lei da delação premiada prevê uma série de possíveis recompensas jurídicas, que variam conforme o grau de utilidade da colaboração. Entre elas estão:
-
Redução de pena
-
Substituição da pena por medidas restritivas de direitos
-
Em casos extremos, perdão judicial
Por que Vorcaro correu com a delação
Vorcaro decidiu acelerar a delação por um motivo principal: antecipar-se à provável colaboração premiada do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.
O dono do Banco Master foi aconselhado por seus advogados a entregar sua proposta primeiro do que a de Paulo Henrique, para não perder o ineditismo dos fatos narrados.
Próximos passos
A delação agora entra na fase de análise. PF e PGR vão avaliar se os anexos têm elementos suficientes para avançar na negociação. Entre os pontos centrais da análise estão:
-
O conteúdo das informações apresentadas
-
A possibilidade de comprovação
-
O eventual impacto das declarações nas investigações
Investigadores estimam que o processo de verificação dos relatos leve cerca de dois meses. PF e PGR trabalharão em cooperação. Se necessário, as autoridades poderão pedir mais informações ao banqueiro.
Somente após esse acerto é que a delação será encaminhada para homologação ou não pelo ministro André Mendonça.
Expectativa de Vorcaro
Caso a delação seja homologada, a expectativa de Vorcaro é de que Mendonça o autorize a ir para prisão domiciliar. Atualmente, ele está preso na superintendência da PF.
O caso Banco Master
O Banco Master, controlado por Vorcaro, entrou na mira das autoridades após apresentar crescimento acelerado no mercado financeiro. A instituição oferecia investimentos em CDBs com rentabilidade acima da média, em uma estratégia associada a maior exposição a riscos.
Dados das investigações apontam um cenário crítico no fim de 2025: cerca de R80bilho~esemativoseumcaixadeR 4 milhões. Relatórios da PF indicaram um desvio de aproximadamente R$ 11,5 bilhões entre 2023 e 2024.
Diante desse cenário, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Master em 18 de novembro de 2025, por detectar “grave crise de liquidez” e “graves violações” às normas do Sistema Financeiro Nacional.
















































