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🧡 Ver Ofertas na ShopeeA Polícia Federal (PF) encontrou, em uma mala de couro na cabeceira da cama do bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, listas com nomes de pelo menos 25 políticos. Os documentos foram apreendidos originalmente durante a Operação Smoke Free, em novembro de 2022, e servem como base para a 5ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada nesta quinta-feira (2).
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A PF investiga se os agentes políticos listados receberam repasses para a campanha eleitoral de 2022. As planilhas indicam, segundo a corporação, “a existência de registros relacionados a supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e contabilidade vinculada à lavagem de capitais”. Os documentos chamaram a atenção dos investigadores por apontarem possíveis repasses diretos de valores a autoridades do Estado do Rio de Janeiro.
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Cláudio Castro aparece em lista
Conforme relatou o g1, o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) aparece em uma das listas. A PF afirmou que, até a última atualização, ainda não havia identificado oficialmente todos os nomes, mas que os agentes citados são investigados por suspeita de receber recursos de Adilsinho.
Outros alvos da operação
Além das investigações sobre as listas, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), expediu mandados de prisão contra o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar e contra o pastor Márcio Poncio, empresário do ramo do tabaco. Bacellar, que já estava encarcerado por desdobramentos anteriores, foi levado para a Superintendência da PF e será transferido para um presídio federal. Poncio foi preso em casa, na Barra da Tijuca.
Moraes também determinou o sequestro de bens e valores de todos os investigados até o limite de R$ 22 milhões.
Investigações desde 2021
As investigações que levaram a esta fase da Operação Unha e Carne começaram em 2021, quando a PF mirou o monopólio de cigarros no Grande Rio. Em 2024, o g1 mostrou que a chamada “Máfia do Cigarro” controlava, na época, ao menos 45 dos 92 municípios fluminenses. Adilsinho, apontado como o chefe do esquema, está preso desde fevereiro e foi alvo de um novo mandado de prisão nesta quinta-feira.
A ação se insere no contexto da ADPF 635/RJ (conhecida como a ADPF das Favelas), que determinou que a PF conduzisse investigações sobre a atuação dos principais grupos criminosos no estado e suas conexões com agentes públicos.
O que dizem as defesas
A defesa de Adilsinho divulgou nota em que “rechaça a alegação de pagamento de vantagens indevidas a políticos ou agentes públicos” e afirma confiar no Poder Judiciário.
O advogado de Márcio Poncio disse que ainda não teve acesso integral aos autos do processo. Já a defesa de Rodrigo Bacellar negou que ele tenha atuado para proteger organizações criminosas e afirmou que sua trajetória política sempre foi pautada na legalidade.






















































