🔥 Confira os Produtos Mais Vendidos desta Terça-feira (15) no Mercado Livre 🛍️ Ver Ofertas no Mercado Livre
🔥 Confira os Produtos Mais Vendidos desta Terça-feira (15) na Shopee
🧡 Ver Ofertas na ShopeeDecano do STF afirma que relator agiu de forma “covarde e vil” ao retirar sigilo de mensagens antes do 7 de Setembro; Mendonça rebate chamando o colega de “leviano” e pede respeito durante sessão histórica sobre investigação de Moraes.
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta terça-feira (15) que “até a máfia tem ética” ao sair em defesa do amigo e colega de Corte Alexandre de Moraes durante a sessão plenária extraordinária que analisa a abertura de uma investigação contra o ministro por sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A declaração foi dirigida ao relator do caso Master, ministro André Mendonça, a quem Gilmar acusou de ter agido com “inequívoco viés político-eleitoral”. (Vídeo no final da matéria).
Ao defender Moraes, o decano da Corte criticou duramente a atuação de Mendonça na condução do processo. “É evidente e até as pedras sabem que há um inequívoco viés eleitoral na forma como o tema foi conduzido nos autos desta PET. Escolha de data, 7 de Setembro, todo esse cenário envolvendo essa Corte em campanha eleitoral”, declarou Gilmar.
O decano prosseguiu com duras críticas à conduta do relator: “É uma atitude covarde, vil. Já disse isso antes: até a máfia tem ética. É preciso ter decência. Não se comporta assim”. Segundo Gilmar, um tribunal que admite esse tipo de conduta deixa de deliberar com liberdade porque seus integrantes passam a atuar sob constrangimento.
“Pixuleco eleitoral” e “omertá”
Gilmar também afirmou que a condução do caso configurou um “pixuleco eleitoral” e comparou a situação a um “jogo de omertá”. “O interesse é evidente, acachapante, extravagante. Evidente que se trata de um pixuleco, de um boneco eleitoral. É disso que nós estamos falando, sob pena de que o resultado, qualquer que seja ele, nasça marcado pela suspeita de haver servido a alguém”, disse.
O decano mencionou ainda bonecos com o rosto de Mendonça que teriam sido levados a manifestações de apoiadores do candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro. “Teve até pixuleco”, disse Gilmar.
“Não aponte o dedo para mim”
A fala de Gilmar provocou reação imediata de Mendonça, que interrompeu o colega: “Vossa Excelência está sendo leviano”. O decano pediu silêncio e continuou a fala: “Vossa Excelência não tem a palavra e vai escutar com tranquilidade. Há evidente condução político-eleitoral. Isto não se faz. Pessoas decentes não fazem isso”.
Mendonça rebateu: “Não aponte o dedo para mim. Não está falando com qualquer um. Respeite este tribunal”. Gilmar respondeu: “Quem não se dá o respeito não merece respeito”. Em outro momento, o decano afirmou que houve uma tentativa de arrastar o STF para a seara eleitoral. “É de uma desfaçatez de fazer corar um frade de pedra. Em nome de Deus, como em nome de Deus já se fez muita patifaria”, declarou.
Contexto do julgamento
A sessão analisa o relatório da Polícia Federal que reuniu 52 mensagens enviadas por Daniel Vorcaro a Moraes nos dias que antecederam a prisão do banqueiro, em novembro de 2025. O documento também apontou edições do ministro em um contrato de R$ 131 milhões com o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes.
Os ministros decidem se autorizam a abertura de uma investigação contra Moraes e se o relatório da PF é válido ou deve ser anulado, conforme pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). A PGR apontou “dupla nulidade” na ordem de Mendonça: a primeira por ter sido dada sem pedido do Ministério Público ou da Polícia Federal; a segunda por envolver outro ministro do STF sem prévia deliberação do plenário.
Antes do início da votação, os ministros Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques declararam-se impedidos de participar do julgamento. Toffoli alegou suspeição por motivo de foro íntimo, enquanto Nunes Marques citou o impacto eleitoral do julgamento e sua posição como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Ver esse post no Instagram

































































