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🧡 Ver Ofertas na ShopeeMinistro do STF havia sido sorteado relator do mandado de segurança que pede os registros de entrada de Viviane Barci de Moraes, Daniel Vorcaro e outras seis pessoas. Ele se declarou impedido com base no artigo 144 do Código de Processo Civil, que prevê o afastamento do magistrado em situações de impedimento relacionadas ao cônjuge.
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou-se impedido nesta segunda-feira (21) para julgar o mandado de segurança que busca obrigar o Senado Federal a divulgar os registros de entrada e saída de sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, e do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Moraes havia sido sorteado relator do processo na última sexta-feira (18). A ação foi apresentada pelo vereador de Curitiba e candidato a deputado federal Guilherme Kilter (Novo-PR) e chegou ao STF após a Justiça Federal do Paraná entender que a Corte é competente para analisar o caso, por envolver o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
O ministro declarou seu impedimento com base no artigo 144 do Código de Processo Civil, que estabelece hipóteses nas quais o magistrado não pode atuar no processo. Entre elas está a situação em que o cônjuge ou companheiro do juiz é parte na causa.
Como o caso chegou ao STF
O mandado de segurança foi apresentado por Kilter à Justiça Federal do Paraná após o Senado negar três pedidos baseados na Lei de Acesso à Informação (LAI).
Segundo a justificativa apresentada pela Casa, “dados sobre o acesso de pessoas às dependências do Senado Federal consistem em informações de caráter pessoal”.
Na ação, o vereador argumentou que “o registro de acesso às dependências do Senado constitui fato da vida pública, politicamente relevante e de interesse coletivo, razão pela qual deve ser submetido à coletividade pela via da transparência, de modo a viabilizar o controle social”.
Como o processo tem como autoridade apontada como responsável pelo ato o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a Justiça Federal do Paraná remeteu o caso ao STF. A juíza Thaís Sampaio da Silva Machado entendeu que cabia ao Supremo analisar o mandado de segurança.
O processo chegou ao STF em 17 de setembro e foi distribuído a Moraes por sorteio no dia seguinte.
Quem está na lista
Além de Viviane Barci de Moraes e Daniel Vorcaro, o parlamentar pediu os registros de outras seis pessoas:
- Viviane Barci de Moraes, advogada e esposa do ministro;
- Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master;
- Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva;
- Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”;
- José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão do presidente Lula e dirigente do Sindnapi;
- Felipe Macedo Gomes, ex-presidente da Amar Brasil Clube de Benefícios;
- Anderson Cordeiro de Vasconcelos, presidente da AASAP;
- Américo Monte Junior, dono da Amar Brasil Clube de Benefícios.
A solicitação dos registros não significa que as visitas dessas pessoas ao Senado tenham sido comprovadas. O objetivo do mandado é justamente obter as informações sobre eventuais entradas e saídas.
Os nomes de Antônio Carlos Camilo Antunes, Felipe Macedo Gomes, Anderson Cordeiro de Vasconcelos, Américo Monte Junior, Lulinha e Frei Chico apareceram no contexto das apurações sobre descontos indevidos em aposentadorias do INSS. A CPI mista do INSS analisou o caso, mas seu relatório final, que previa pedidos de indiciamento, não foi aprovado.
Contexto do caso Master
O escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes firmou um contrato de R$ 131 milhões com o Banco Master. Segundo informações baseadas em documentos analisados pela Polícia Federal, o documento teria sido editado pelo próprio ministro antes da assinatura.
A banca nega irregularidades e afirma que a intervenção de Moraes ocorreu na condição de marido da sócia.
A Polícia Federal também identificou um contrato de R$ 50 milhões entre o escritório e uma empresa ligada a Vorcaro. Há ainda informações sobre outro acordo que previa pagamentos relacionados a cotas de aeronaves utilizadas pelo casal.
Próximos passos
Com a declaração de impedimento, Moraes não atuará na análise do mandado de segurança, e o processo deverá ser redistribuído a outro ministro do STF. O pedido de acesso aos registros ainda não foi analisado no mérito.


































































