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🧡 Ver Ofertas na ShopeeA equipe econômica do governo de Jair Bolsonaro já admite que mais um item deve ficar de fora do projeto de reforma da Previdência que tramita no Congresso: a inclusão de estados e municípios na proposta. A informação é do “Estadão/Broadcast”.
Embora considere o tema importante, pois grande parte dos servidores estaduais se aposentam mais cedo graças a regras especiais (como professores ou policiais), os integrantes do Ministério da Economia receberam a sinalização de que há resistência a esse item na proposta e não farão disso um “caso de vida ou morte”.
Isso se somaria a outros itens que o governo admitiu abrir mão, dada a resistência dos parlamentares em aprová-los, como as mudanças no Benefício de Prestação Continuada (BPC, o auxílio a idosos em situação de miséria) e na aposentadoria dos trabalhadores rurais. Diferentemente desses casos, porém, a exclusão dos governos regionais não teria impacto nas contas da reforma, já que a economia de R$ 1,2 trilhão em dez anos calculada inicialmente leva em conta apenas os gastos federais.
O impacto real aconteceria, na verdade, nas contas dos estados e municípios. Se o projeto de fato excluí-los, cada estado ou município precisará aprovar mudanças nos Legislativos locais — o que pode ser um fator de desgaste maior para esses governantes com os servidores públicos.
Motivação seria política
A resistência dos parlamentares em Brasília em aprovar uma reforma que inclua governos estaduais e prefeituras teria uma motivação política. Lideranças de partidos de centro e do próprio PSL, partido do presidente, têm feito chegar à equipe econômica a mensagem de que não pretendem assumir o desgaste ante suas bases eleitorais para que até governadores e prefeitos de oposição colham os frutos pela melhora nas contas.
Alguns deputados já miram as eleições para prefeitura, em 2020, e para governo do estado, em 2022. Por isso, resistem a fortalecer potenciais candidatos de oposição.
*Com Estadão Conteúdo





















































