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O último refém israelense mantido na Faixa de Gaza, Ran Gvili, foi finalmente levado de volta a Israel, informou o Fórum das Famílias de Reféns e Desaparecidos. Gvili, reconhecido por sua atuação na defesa de sua comunidade durante o ataque terrorista de 7 de outubro, tornou-se um símbolo para muitas famílias afetadas pelo conflito.
O sargento Ran Gvili, de 24 anos, integrava a unidade YASSAM Negev da Polícia de Israel, no distrito sul. Natural da cidade de Meitar, ele estava em casa se recuperando de uma fratura no ombro, causada por um acidente de motocicleta, quando começou a incursão de terroristas palestinos. Mesmo em convalescença, vestiu o uniforme e saiu para enfrentar os atacantes.
Durante o trajeto, Gvili encontrou combatentes armados e participou dos confrontos na entrada do kibutz Alumim. Moradores da comunidade passaram a chamá-lo de “Ran, o Defensor de Alumim”, em reconhecimento à sua coragem e dedicação na linha de frente. Após meses de incerteza, foi determinado que Gvili só foi capturado depois de ficar sem munição, ao fim de um combate intenso.
Ran Gvili morreu aos 24 anos e foi levado para Gaza após a batalha. Ele deixa os pais, Talik e Itzik, o irmão Omri, a irmã Shira e uma família extensa que lamenta sua perda. O Fórum das Famílias de Reféns e Desaparecidos destacou que Gvili era querido por todos, descrito como um jovem de valores profundos, presença serena e sorriso contagiante.
Com a repatriação de seu corpo, Gvili se torna o último dos reféns israelenses a retornar, encerrando um capítulo doloroso para sua família e para a sociedade israelense. As Forças de Defesa de Israel (FDI) localizaram e identificaram o corpo em um cemitério no leste da cidade de Gaza, após uma operação de busca que incluiu a exumação e análise de cerca de 250 corpos. Segundo as FDI, a identificação foi feita por meio de exames dentários e impressões digitais. A família foi informada imediatamente, e o corpo está sendo transferido para Israel para o sepultamento.
O processo de localização teve como base informações de inteligência que, há algum tempo, apontavam para aquele cemitério, embora a confirmação final tenha ocorrido após novas operações e dados fornecidos pelo Hamas por meio de mediadores. A ação marca a primeira vez desde 2014 que não há reféns israelenses na Faixa de Gaza.
As buscas foram realizadas do lado israelense da chamada Linha Amarela, com apoio de engenheiros de combate e especialistas forenses. Outras linhas de investigação consideraram a possibilidade de o corpo estar em túneis ou no Hospital Shifa, mas sem sucesso. As FDI informaram que os demais corpos exumados serão devolvidos às sepulturas e que o cemitério será limpo em sinal de respeito.
Na Knesset, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu classificou o retorno do corpo de Ran Gvili como “uma conquista extraordinária para Israel”. “Prometemos — e eu prometi — trazer todos de volta, e trouxemos todos, até o último”, declarou o premiê, que definiu Gvili como “um herói de Israel”.