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O Índice de Preços ao Produtor (IPP) registrou queda de 0,25% em setembro, na comparação com agosto, marcando a oitava deflação consecutiva do setor industrial, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No acumulado de 2024, o indicador — que mede a variação dos preços de produtos na chamada “porta da fábrica”, sem incluir impostos e frete — apresenta recuo de 3,87%. Em 12 meses, a retração chega a 0,40%.
De acordo com o IBGE, 12 das 24 atividades industriais pesquisadas registraram queda nos preços em setembro. Entre os principais destaques estão o grupo “outros produtos químicos”, que teve variação negativa de 1,75% e respondeu por uma redução de 0,14 ponto percentual no índice geral, e o setor de alimentos, com impacto de 0,10 ponto percentual.
O gerente do IPP, Murilo Alvim, explicou que a queda foi influenciada pela valorização cambial e pela redução sazonal da demanda em determinados segmentos.
“A retração nos fertilizantes e seus insumos, por exemplo, refletiu a fraqueza da demanda no mercado interno, já que parte significativa destinada à próxima safra já foi adquirida pelos produtores agrícolas”, afirmou Alvim, ao destacar o recuo de 2,21% nos produtos químicos inorgânicos no mês.
Entre as grandes categorias econômicas, os bens de capital — como máquinas e equipamentos — tiveram redução de 0,45% em relação a agosto. Já os bens intermediários, que englobam insumos usados em outras cadeias produtivas, caíram 0,60%, enquanto os bens de consumo apresentaram alta de 0,29%.
O resultado indica que, embora o cenário industrial siga registrando quedas de preços em vários segmentos, há sinais pontuais de recuperação em setores voltados ao consumo final, em meio à estabilidade do câmbio e à demanda moderada no mercado interno.