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O mercado financeiro brasileiro encerrou a primeira semana completa de janeiro de 2026 em clima de alívio. O dólar fechou em queda de 0,44%, cotado a R$ 5,365, impulsionado por uma combinação de notícias positivas no cenário doméstico e indicadores econômicos mais fracos nos Estados Unidos. Com o resultado desta sexta-feira (9), a moeda norte-americana acumulou uma desvalorização de 1,09% na semana.
No cenário interno, o grande motor do otimismo foi a confirmação de que o Brasil conseguiu domar a carestia no ano passado. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) encerrou 2025 com uma alta acumulada de 4,26%. O número ficou abaixo do teto da meta estabelecida pelo governo, que era de 4,50%, reforçando a confiança na política monetária nacional.
Desaceleração nos EUA e apostas no Fed
O dólar também perdeu força globalmente após a divulgação de dados de emprego decepcionantes nos Estados Unidos. O Departamento de Trabalho informou a criação de apenas 50.000 vagas em dezembro, um volume significativamente inferior às projeções do mercado.
Esse esfriamento no mercado de trabalho norte-americano elevou as apostas de investidores de que o Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, deve iniciar ou acelerar um ciclo de cortes de juros. Taxas mais baixas nos Estados Unidos tendem a enfraquecer o dólar frente a moedas de países emergentes, como o real, já que os investidores buscam rentabilidades maiores em outros mercados.
Bolsa em alta
O reflexo da inflação controlada e do cenário externo favorável também foi sentido na Bolsa de Valores. O Ibovespa, principal índice da B3, registrava alta de 0,59%, atingindo os 163.624 pontos na parcial do fim da tarde. O ajuste das carteiras de investimento nesta sexta-feira reflete uma maior apetite ao risco, com o mercado precificando uma política monetária mais branda tanto no Brasil quanto no exterior.