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O Congresso Nacional retoma suas atividades nesta segunda-feira (2) após 40 dias de recesso, iniciando um ano legislativo que promete ser intenso, porém breve. Em 2026, a tradicional redução do ritmo parlamentar em anos eleitorais será agravada por feriados nacionais e pela realização da Copa do Mundo, forçando líderes a concentrar as principais decisões ainda no primeiro semestre.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva encara este reinício como um teste de fogo para sua base aliada. A prioridade na Câmara dos Deputados é a aprovação de Medidas Provisórias (MPs) urgentes, com destaque para o programa “Gás do Povo”, que prevê a distribuição gratuita de botijões de GLP para famílias de baixa renda.
Prioridades na Câmara e no Senado
Na Câmara, além do Auxílio Gás, os deputados devem votar o alívio financeiro para produtores rurais atingidos por desastres climáticos e a polêmica proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1.
Já no Senado, o clima é de enfrentamento:
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CPI do INSS: O foco imediato é o depoimento de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, marcado para esta quinta-feira (5). A oposição planeja usar a oitiva para explorar as polêmicas envolvendo o banco e sua tentativa de venda ao BRB.
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Vaga no STF: O Planalto enfrenta resistência na articulação para aprovar o nome de Jorge Messias, atual advogado-geral da União, indicado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal.
Oposição e Estratégia Eleitoral
Enquanto o Executivo aposta em entregas de impacto social, a oposição se movimenta para manter o governo sob pressão por meio de pautas de segurança pública e do uso estratégico das comissões de inquérito. A tática é manter temas sensíveis, como as supostas fraudes no Banco Master e no INSS, no centro do debate político até o início oficial das campanhas.
Com o esvaziamento de Brasília previsto para o segundo semestre, o “atropelo” de votações antes de julho deve marcar os próximos meses na Praça dos Três Poderes.